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Thalita Rebouças participa de tarde de autógrafos no Rio de Janeiro

NorteShopping ficou lotado de adolescentes, que acamparam na porta da livraria antes da abertura para conseguir senha

Por Leo Pinheiro 15 jan 2012, 10h06

Ela já foi jornalista esportiva, apresentou quadros na tevê no ‘Video Show’ e ‘Esporte Espetacular’, e depois de vender mais de 1,2 milhão de livros no Brasil e em Portugal, tornou-se musa dos adolescentes. Agora, escritora de livros infanto-juvenis Thalita Rebouças se prepara para encantar também aos adultos. Com seus belos olhos verdes e em ótima forma, a escritora foi chamada para ser rainha de bateria de dois tradicionais blocos carnavalescos do Rio de Janeiro, o ‘Empolga às 9’ e o ‘Exalta Rei’, agremiação criada para homenagear o cantor Roberto Carlos.

“Eu sempre tive samba no pé. Sou foliã de carteirinha. Mas os 37 anos chegaram e tenho que correr atrás do prejuízo”, brinca Thalita, que completa: “Estou dois quilos mais magra. Estou malhando com um personal trainer e há pouco tempo descobri a corrida. Vou correndo na orla e pensando nas histórias da Tetê, personagem central do meu próximo livro, e da peça de Teatro que vou escrever”, revela a escritora que, apesar de dizer que está em período sabático, não para de fazer planos. “Em maio eu vou à 81ª Feira do Livro de Lisboa, que sempre me recebeu muito bem, e para a Feira do Porto, que vou pela primeira vez”. Sucesso em Portugal, Thalita pretende expandir mais ainda as fronteiras para os seus 12 livros e adianta que em setembro viajará de novo ao velho continente, rumo à Espanha, onde negociará os direitos de suas obras.

Como as “férias” de Thalita coincidiram com o período de recesso escolar, ela não perdeu a oportunidade de pegar um pouco mais no batente e trabalhar na promoção de seu mais recente livro, ‘Fala Sério, Filha! – A Vingança dos Pais’. A autora chegou às 15 horas do último sábado, na livraria Saraiva, do NorteShopping, em Del Castilho, zona norte do Rio de Janeiro, para a tarde de autógrafos que parecia um dia de bienal do livro.

O evento teve todos os ingredientes costumeiros dos lançamentos da escritora que virou pop star entre os adolescentes: distribuição de senhas para leitoras, choro das fãs, gritaria e uma pitada de confusão. Isso porque, apesar de o shopping reforçar a segurança na porta da loja, os grandalhões não conseguiram acalmar os nervos das centenas de meninas que esperavam a sua diva desde o início da manhã.

“É muita sacanagem que queriam fazer com a gente, nós que fomos as primeiras a chegar íamos perder o lugar porque o segurança do shopping não nos deixou sentar no chão e queria desfazer a fila”, reclamou uma adolescente. “Só estou cumprindo ordens. Não posso prejudicar a passagem dos outros clientes por causa dessas adolescentes, não sei o que está acontecendo. Nunca vi isso aqui”, respondeu o vigilante aparentemente desavisado sobre o fenômeno Thalita Rebouças.

Fãs – Para não ficar para trás – mais uma vez – a estudante Aliene Dias, de 17 anos, moradora de Realengo, na zona oeste da cidade, madrugou para pegar o autógrafo da escritora. Ela acordou às 6 horas, e pouco antes das 8 horas já estava dentro do ônibus com a sua mãe e com o namorado, para ser uma das primeiras a chegar no shopping. “Eu fiz isso porque ontem ouvi dizer que tinham garotas acampadas na porta do shopping para pegar as senhas. Desta vez eu não podia perder a chance. Sou leitora dela desde os 13 anos, tenho todos os livros e nunca consegui um autógrafo, porque chegava depois das outras meninas nas livrarias. Na bienal eu achei que ia conseguir, mas foi aquela confusão”, descreveu Aliene que desta vez chegou antes da livraria abrir e foi a primeira da fila.

A sensação é indescritível, conta ela: “Finalmente eu consegui. Foi incrível. Ela é muito legal. Foi carinhosa, disse que meu nome era lindo e fez questão de posar comigo e com a minha mãe. Ela também virou fã porque sabe que foi por causa da Thalita que eu me apaixonei pela literatura. Não sou fã de artistas de tevê ou jogadores de futebol, meu ídolo é a Thalita.” A mãe, Maria da Luz, também se empolga ao falar da escritora.”A primeira coisa que ela falou foi que o nome dela era lindo, e eu respondi que fui eu que escolhi”, gabou-se a mãe da adolescente.

Em seguida, porém, Aliene fez questão de corrigir: “Essa foi a segunda coisa que ela disse. Primeiro ela elogiou a minha camisa, disse que era linda. Eu vim vestida com ela de propósito, porque sei que ela torce pelo Fluminense como eu”, revelou a menina devidamente uniformizada com a camisa do time do coração. “Nós combinamos em tudo, no futebol torcemos pelo fluminense e no carnaval para a Portela”, disse a jovem que garantiu que, como Thalita, também tem samba no pé.

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