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Termina exumação do corpo de Neruda para investigar suspeita de assassinato

Procedimento durou apenas uma hora e foi feito com o objetivo de esclarecer se o poeta foi morto por um câncer ou assassinado com uma injeção letal

Por Da Redação - 8 abr 2013, 12h15

A exumação dos restos do poeta chileno Pablo Neruda para determinar se o artista foi assassinado terminou nesta segunda-feira em apenas uma hora, segundo confirmaram o juiz que investiga o caso e o chefe dos peritos a cargo da diligência. A urna funerária com o corpo do prêmio Nobel de Literatura foi extraída do túmulo onde foi enterrado junto a sua terceira esposa, Matilde Urrutia, na cidade litorânea de Ilha Negra.

A diligência foi ordenada pelo juiz Mario Carroza, do Tribunal de Apelação de Santiago, durante uma querela apresentada em maio de 2011 com o objetivo de esclarecer se o poeta foi morto por um câncer ou assassinado com uma injeção letal poucos dias depois do golpe de Augusto Pinochet, em 1973. Neruda era comunista e partidário do presidente socialista Salvador Allende, que sofreu o golpe de Pinochet.

A exumação foi rápida porque o tempo e as condições em que os trabalhos foram feitos foram melhores do que se esperava e a que o caixão de Neruda estava separado do de Matilde Urrutia. Após a abertura da urna e a análise com raio-x, o corpo foi transferido até a sede em Santiago do Serviço Médico Legal, explicou o diretor do organismo, Patricio Bustos, que não especificou quando será divulgado o resultado das análises.

(Com agência EFE)

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