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‘Tenet’ desacelera na Coreia do Sul diante do aumento de casos de Covid-19

Filme de Christopher Nolan estreou bem, mas encara a possibilidade do novo fechamento das salas de cinema no país

Por Amanda Capuano Atualizado em 28 ago 2020, 16h08 - Publicado em 28 ago 2020, 15h53

O aguardado Tenet, filme de Christopher Nolan tido como salvador dos cinemas em 2020, chegou oficialmente às telas sul-coreanas na quarta-feira, 26, e conquistou o topo da bilheteria no país. Depois de um início esperançoso, o desempenho foi enfraquecido pelas regras mais rígidas de distanciamento social, aplicadas em meio a uma alta nos casos de coronavírus, o que também jogou para frente a estreia de produções locais e blockbusters, como Mulan e os Novos Mutantes.

Segundo dados do KOBIZ, sistema do conselho de cinema sul-coreano, Tenet faturou 827.000 dólares em 2.228 salas no dia de abertura, valor que corresponde a cerca de 79% da bilheteria nacional. Na quinta-feira, o valor caiu para 596.000, e as exibições foram reduzidas para 2.179 telas. Com dois dias em cartaz e outros dois promocionais, o filme foi assistido por 300.000 pessoas, e acumulou uma renda de 2,14 milhões de dólares. Segundo o Deadline, é esperado que a arrecadação atinja os 7 milhões de dólares em uma semana, metade do que havia sido previsto sem as regras estritas de distanciamento.

No dia 19 de agosto, a capital Seul retrocedeu para a fase dois do plano de retomada, o que fez com que a maior exibidora do país reduzisse sua capacidade de 70% para 50%. A queda de público fez com que Tenet amargasse uma média baixa por tela. A tendência é que o declínio continue, mas há um cenário ainda pior: o primeiro ministro Chung Sye-kyun ponderou na tarde de ontem colocar a cidade na fase 3, o que fecharia os cinemas de vez. “O governo tem se esforçado para desacelerar a pandemia, mas não tivemos muito sucesso.”, declarou o político.

Exemplo de gestão na crise no início da pandemia, a Coreia do Sul tem registrado aumentos nos casos desde a metade de agosto. Segundo a universidade Johns Hopkins, o país diagnosticou cerca de 18.700 casos de coronavírus desde o início da pandemia, e tem atingido marcas diárias na casa dos três dígitos há catorze dias. Na quinta-feira 27, foram 441 episódios, dos quais mais de 300 na capital Seul, que fechou escolas e o parlamento. É o maior número em seis meses. Diante do futuro incerto, a ficção científica local Space Sweepers, um dos filmes mais aguardados no país, foi postergada indefinidamente. Já a Disney, que lançaria Os Novos Mutantes em 3 de setembro e Mulan no dia 10 do mesmo mês, empurrou a fila e, se nada der errado, os filmes devem chegar ao país nos dias 10 e 17, respectivamente.

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