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‘Substituir Fátima Bernardes me deu confiança’, diz Dan Stulbach, agora no ‘CQC’

Ator diz esperar que a experiência na Globo contribua com programa na Band, que apresenta ao lado de Marco Luque e Rafael Cortez

Por Ana Beatriz Rosa 24 fev 2015, 22h26

Depois de uma reformulação que deixou de fora grande parte de sua equipe, o CQC apresentou na tarde desta terça-feira, em coletiva de imprensa em São Paulo, as novidades do programa para a temporada de 2015, que estreia em 9 de março. A mais comentada delas, a substituição de Marcelo Tas depois de sete anos por Dan Stulbach, foi minimizada pelo ator, que evitou comparações. “Os comentários são inevitáveis, mas eu não me preocupo com isso. Estou numa boa com o Tas. Eu vou ocupar uma função e não substituir uma pessoa”, disse.

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Stulbach, que deixou a Globo depois de doze anos, conta que acumulou experiências na emissora carioca que julga favoráveis ao novo desafio no CQC, principalmente o período em que substituiu a jornalista Fátima Bernardes no programa matinal Encontro. “Isso me assustou, mas como eu nunca tinha me visto como apresentador, não tinha nada a perder. Substituir a Fátima me deu mais confiança, pois me falaram que eu levava jeito. Muita gente competente endossou o que eu tinha feito”, afirmou ao site de VEJA.

O ator garantiu que a saída da Globo foi amigável. “Eu tinha uma ótima relação por lá. Tinha, inclusive, uma proposta de contrato para um novo projeto”, disse. Ele conta que o que o atraiu à bancada do CQC, que dividirá com Rafael Cortez e Marco Luque, foi a chance de participar de um programa que pode ser a fonte de informação de uma geração. “Eu me preocupo com o que estou dizendo, seja no teatro, no filme, na novela. E o CQC tem isso. Tem a brincadeira criativa, mas também tem a preocupação em formar um público melhor. Sei que eu vou dizer coisas sem máscaras, fazer provocações que podem influenciar e ajudar o país.”

O futuro do ator na Band não deve se limitar apenas à bancada do CQC. Ele ainda vislumbra criar um núcleo de dramaturgia na emissora. “Conversei com o Diego Guebel, diretor de conteúdo da Band, sobre o meu desejo de implementar mais coisas nessa área. Montar um núcleo de dramaturgia seria o máximo: bastante prazeroso para mim, muito bom para a emisora e para o público brasileiro”. Por enquanto, porém, Stulbach ficará focado no CQC, com a complicada missão de levantar a audiência do humorístico, em baixa nos últimos anos.

Quadros – O objetivo dos sete integrantes do programa é claro: voltar a fazer uma atração que volte a ser memorável e relevante, mesclando jornalismo e humor. Além de Dan Stubalch e do retorno de Rafael Cortez, que ficou fora do programa por dois anos, outros dois nomes são novidades na programação: os repórteres Juliano Dip e Erick Krominski. O quadro Proteste Já será reciclado por Dip, que deverá equilibrar o tom de urgência que as denúncias pedem com o humor, acidez e a crítica características do CQC. O CQTeste volta a ser apresentado sob a responsabilidade de Cortez.

Entre os novos quadros estão o SAC- Serviço ao Consumidor, que pretende mostrar de um jeito divertido como atuam os prestadores de serviços no Brasil. Já o Choque de Realidade vai tirar os políticos do conforto dos escritórios e levá-los para enfrentar problemas reais nas ruas do país. No quadro Simuladores, o objetivo será prevenir o público contra a ação de oportunistas. Por fim, o amor também será tema nesta nova temporada no Serviço de Atendimento para Famosos Solteiros, em que os repórteres atuarão como cupidos ao ajudar celebridades a encontrar seus pares.

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