Clique e assine com até 92% de desconto

Stephen King critica editora por censurar livro de Woody Allen

Autor sai em defesa da publicação da autobiografia do cineasta: 'Não dou a mínima para o senhor Allen. É a mordaça que me preocupa'

Por Eduardo F. Filho 9 mar 2020, 12h13

Stephen King saiu em defesa da publicação da biografia de Woody Allen. O autor, popular por tecer romances de terror, disse estar “preocupado” com a decisão da editora Hachette, que desistiu de lançar as memórias do cineasta, após críticas levantadas por Ronan Farrow, filho de Allen.

“Não é por ele, eu não dou a mínima para o senhor Allen. É a mordaça que me preocupa”, publicou o escritor no Twitter. “Se você acredita que ele é um pedófilo, então não compre o livro, não veja seus filmes, não o escute tocando jazz.”

A editora anunciou na sexta-feira, 6, que não publicará a autobiografia do americano Woody Allen, cujo lançamento estava previsto para 7 de abril. “A Hachette Book Group decidiu que não publicará as memórias de Woody Allen, intitulada Apropos of Nothing” e “devolverá todos os direitos ao autor”, disse Sophie Cottrell, porta-voz da editora, em e-mail enviado à agência France-Presse.

O estopim da polêmica veio de Ronan Farrow, filho do cineasta, que fazia parte da editora — e rompeu sua parceria após o anúncio do lançamento das memórias de Allen. Farrow, que publicou ali o livro Operação Abafa: Predadores Sexuais e a Industria do Silêncio, sobre Harvey Weinstein e outros homens poderosos envolvidos com casos de abuso e assédio, divulgou uma carta aberta, em que acusava a casa publicadora de “falta de ética e de compaixão pelas vítimas de agressões sexuais”.

  • Allen enfrenta há décadas a acusação de ter abusado sexualmente de sua filha adotiva Dylan Farrow, quando ela tinha sete 7 anos. O cineasta nega a acusação e foi inocentado após duas investigações nos anos 1990. Dylan, por sua vez, se manteve firme, acreditando na irmã, e no discurso da mãe, Mia Farrow. O caso voltou à tona depois dos escândalos tirados de debaixo do tapete pelo movimento #MeToo.

    (Com informações da Agência France-Presse)

     

    Continua após a publicidade
    Publicidade