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Sobrinho de Niemeyer diz que ele não poderia ir embora sem voltar a Brasília

Familiares exaltam a importância do arquiteto para o país e também sua preocupação constante com a sociedade

Por Tai Nalon e Marcela Mattos, de Brasília 6 dez 2012, 17h55

Familiares de Oscar Niemeyer falaram sobre a importância do arquiteto para o país durante velório no Palácio do Planalto, em Brasília. Segundo Paulo Oscar, sobrinho de Niemeyer, o arquiteto não poderia ir embora sem voltar a Brasília. “Ele não é só mais membro da nossa família. Ele pertence a uma coisa mais ampla que é a nação.”

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O neto Carlos Oscar exaltou que o arquiteto tinha grande preocupação com os amigos, a família e a sociedade. “Ele era uma pessoa que tinha uma preocupação enorme com os menos favorecidos, sempre prestava solidariedade e dizia que a vida é um segundo, então tem de viver bem com a família e com os amigos”. Segundo ele, o avô tinha uma grande preocupação com Brasília, que cresceu mais do que o previsto.

A neta Ana Lúcia Niemeyer classificou como emocionante e inesperada a recepção do corpo do avô na base aérea de Brasília, com salva de tiros. “Eu acho que agora a gente tem que divulgar mais, difundir mais o pensamento dele.”

Niemeyer, que morreu nesta quarta-feira, aos 104 anos, no Rio de Janeiro. O velório em Brasília termina às 20 horas desta quinta-feira. Depois, o corpo segue novamente para o Rio, onde será velado no Palácio da Cidade. O enterro será no Cemitério São João Batista na sexta-feira.

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