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Serviços de streaming vão superar o cinema até 2017

O total da receita de canais como Netflix deve alcançar 17 bilhões de dólares em três anos, o dobro arrecadado pelo setor cinematográfico

Por Da Redação - 4 jun 2014, 10h43

O crescimento de serviços de streaming, como o Netflix, já tem modificado os hábitos de consumo do público que busca por séries e filmes para serem assistidos em casa, o que, consequentemente, afeta a venda de DVDs e Blu-ray. Segundo um estudo publicado pelo jornal britânico The Guardian, o cinema também será deixado para trás pelos canais online, que logo vão superar a receita do mercado cinematográfico nos Estados Unidos, o maior do mundo.

A previsão é que em 2017, sites de streaming alcancem um total de 17 bilhões de dólares, o dobro do que o setor cinematográfico alcança atualmente, com cerca de 8,5 bilhões de dólares. Já o home vídeo físico será ultrapassado pelos serviços de streaming em 2016, com uma queda de 12,2 bilhões de dólares atualmente para 8,7 bilhões em 2018.

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Apesar de ser ultrapassado economicamente, os cinemas estão longe de fechar as portas. O mesmo instituto de pesquisa responsável pelo estudo, PricewaterhouseCoopers (PwC), afirma que a venda de ingressos deve ter um aumento de 16% nos próximos cinco anos.

“Pessoas ainda querem ir ao cinema, especialmente nas grandes produções”, diz Cindy McKenzie, diretora da PwC. Ela explica que a superação no setor econômico deve-se não só pelo aumento de procura, mas também pelo baixo custo da distribuição de filmes através de mídias digitais.

No setor musical, o streaming também tem superado as lojas de downloads. Caso do serviço musical Spotify que já fica à frente do iTunes, loja online da Apple, em alguns lugares da Europa, por exemplo. Os e-books também deverão superar os livros impressos a partir de 2018 no Reino Unido.

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