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Sem donut, Ariana Grande estreia no Brasil com hits e choro

Cantora americana fez seu primeiro show no país, sensualizou no figurino e se emocionou com plateia de fãs repleta de crianças acompanhadas dos pais

Por Raquel Carneiro 26 out 2015, 08h23

É difícil definir quem é, realmente, Ariana Grande. A cantora americana de 22 anos parece viver de fases desde seu principal trabalho, na série Victorious, do canal infantojuvenil Nickelodeon, em 2010. Desde então, ela já foi a comediante atrapalhada, a adolescente que faz cover no YouTube e a cópia em miniatura da cantora Mariah Carey – sem falar na menina que “odeia a América”, provavelmente a faceta mais realista, que ela deixou escapar para as câmeras de segurança de uma loja de donuts, quitute que lambeu ali, sem saber que o mundo inteiro veria depois, graças ao site de fofocas TMZ. Agora, Ariana, com o respaldo do produtor Scooter Braun, o mesmo de Justin Bieber, estreia nos palcos brasileiros repaginada, em sua versão de garotinha sexy, com olhar inocente, roupas minúsculas e falsetes invejáveis. A versão “ninfeta pop” tem dado certo para a moça, que constantemente está na lista de mais vendidos das paradas americanas. No Brasil, a fórmula também foi bem recebida por um público que acompanhou de forma histérica a apresentação de uma hora e meia feita pela cantora na noite deste domingo, no Allianz Parque, em São Paulo.

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A agenda que coincidiu com o Enem não foi empecilho para Ariana arrebanhar um público de pouco mais de 20.000 pessoas, que ocupou de forma confortável o Allianz Parque, estádio do Palmeiras, na Zona Oeste da capital paulista. Crianças e pré-adolescentes ainda distantes do vestibular, e devidamente acompanhados dos pais, aliás, pareciam ser a maioria no local. Todos vestiam tiaras com orelhinhas de gatos, acessório que, de tão usado por Ariana em seus shows, se tornou sua marca. E neste não foi diferente.

Após uma contagem regressiva, a cantora entrou com seu figurino micro, preto, com fendas e transparências, e a tal tiara felina, para entoar de cara um de seus principais hits, Bang Bang, canção gravada em parceria com Nicki Minaj e Jessie J. Ao fim da primeira música, Ariana se mostrou emocionada com a plateia iluminada e ensaiou um breve choro, antes de recuperar a pose.

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No palco com a estrela pop, apenas o corpo de dançarinos e um DJ, que fazia as vezes de uma banda completa, e rappers que surgiam no telão – muitos, aliás, já que a cantora é chegada numa parceria. Após a abertura, ela entoou outra canção dançante, a sensual Hands on Me, seguida pela balada quase lenta Best Mistake e a animada faixa Be My Baby, em um estilo R&B, que explica o motivo de a jovem ter o título de “mini Mariah”.

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O figurino foi trocado no meio do show para um macacão curto (óbvio), com franjas e brilhos, como uma melindrosa. O clima de cabaré se estendeu para os dançarinos, enquanto Ariana cantava Right There, seguida por The Way e a terrível Pink Champgne – que deveria urgentemente ser retirada da setlist em shows futuros.

Em cima de um salto 15, Ariana não economizou no rebolado, se aproveitou um pouco do playback para respirar e agitou a plateia do começo ao fim, pedindo sempre por mais gritos de seus fãs.

Os principais hits, ela guardou para a segunda metade do show. Entre eles, One Last Time, que no final ganhou a participação de um trecho de What Do You Mean, canção do coleguinha Bieber. My Everything, Love me Harder e Break Free foram as responsáveis por levantar a plateia nos últimos minutos antes do retorno da garota para o bis. Vestida com o característico look branco e preto, já desfilado por ela em premiações, Ariana entoou Problem, canção gravada em parceria com a rapper Iggy Azalea. Sucesso feito para tocar em rádio (ou academias), a música tem letra de superação, com tom subversivo, e ritmo alegre. Ficar parado enquanto ela é executada no fundo é quase impossível.

O vozeirão de Ariana passa por referências do jazz e do soul, flerta com o hip hop, e chega sem pudores ao eletrônico. Não é lá muito inovador. Porém, sair de seu show sem uma (ou duas) canções grudadas na cabeça é um desafio. Se Ariana ainda não consegue provar sua autenticidade no meio do grande mar pop, seus atuais produtores, sem dúvida, não erram o alvo.

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