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Seis razões para não levar Fiuk a sério

Por Maria Carolina Maia 11 dez 2010, 08h22

Há homens que a partir de uma certa idade e de certo volume de experiências sentem necessidade de passar a vida a limpo. É uma forma de partilhar informações do período em que viveram e de se organizar psiquicamente. De fazer um balanço. Há também aqueles que, antes de iniciar um projeto próprio, tratam de se preparar, investindo anos em estudo e prática. Eles sabem a responsabilidade que é falar por si mesmos. Nenhum desses perfis, pelo visto, serve a Fiuk, o filho-xerox de Fábio Jr. Aos 20 anos e somente um de estrelato – ele se tornou conhecido na virada de 2009 para 2010, graças à novela-seriado global Malhação, onde, além de atuar, emplacou uma música da sua banda, ops, futura-ex-banda Hori -, o garoto já se acha merecedor de uma biografia própria. E, com um único álbum lançado no mercado, batizado com o nome do grupo, além de uma segunda versão para fãs – leia-se caça-níquel – desse mesmo disco, anuncia que em 2011 inicia carreira-solo.

Não dá para botar fé numa figura dessas, que mal criou pelo no rosto e já se arroga a Tony Ramos. Mas, se você ainda não está convencido disso, o site de VEJA lhe dá uma mãozinha. Confira abaixo uma lista de seis bons motivos para não levar Fiuk a sério.

# 1

Ele já se leva a sério o suficiente por você e por toda a humanidade

Ou você duvida que lançar uma biografia aos 20 anos de idade seja prova de uma overdose de seriedade autodirigida? O próprio ator-cantor admite que tirou as fraldas um dia desses. “Eu nasci há… Bem, não foi há 2.000 anos…” é o título que deu ao segundo capítulo do Diário de Fiuk, o seu livro de memórias. Mas em seguida ele se esquece de que praticamente nasceu ontem e – coisa típica de adolescente – fala do que viveu há dois anos como se gerações o separassem do que passou. “Até os dezoito anos fui o filho caçula do Fábio Jr. Quando soube que meu pai teria mais um garoto, filho dele com a Mari Alexandre, fiquei com ciúme.”

#2

Cara, ele é tipo assim um adolescente

Não é à toa que o verbo adolescer vem do latino adolescere, que significa crescer até a maturidade: adolescentes são verdes. Não estão preparados para tecer discursos articulados sobre o mundo. Que o digam suas falas e seus trejeitos. E caras, bocas e gírias entregam: Fiuk é um adolescente. Basta ver a foto que encima a matéria ou reparar nas frases que ele constrói, coalhadas de termos como “tipo”, “muito louco” e “mega”. Sem falar nas exclamações! A conferir uma outra de seu Diário: “Meu pai, Fábio Jr., fazia um megassucesso quando nasci, suas músicas românticas tocavam no rádio direto, ele estava em todo lugar! Cantava no programa do Chacrinha (um tipo muito louco, pergunte para a sua mãe que ela te conta!)”.

#3

Na TV, ele não passou de Malhação

Que outro papel ele assumiu na televisão para ter seu talento como ator testado e comprovado? Só quando conseguir dar vida a um personagem complexo como Gerson, de Passione, que se tortura até o fundo da alma apenas por ver pornografia na internet – coisa que todo mundo faz, já diria Nelson Rodrigues, se aqui estivesse, é claro -, ele atestará a sua vocação para a berlinda. Viver um adolescente na novela que é considerada a escola de atores da Globo não é se pôr à prova o suficiente. Que Silvio de Abreu o ajude.

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#4

Ele disse que fumou baseado, mas era de orégano

É a nova versão do discurso “Fumei, mas não traguei”, já empregado por personalidades políticas preocupadas em proteger a imagem, como Fernando Henrique Cardoso e Bill Clinton. Pensando bem, é a versão apropriada ao perfil. Não cairia bem para FHC dizer que fumou um cigarro de maconha, mas depois descobriu que era de orégano. Para Fiuk, OK.

# 5

Ele não é o filho, é o duplo de Fabio Jr.

É só comparar as fotos e carreiras. O próprio Fiuk, aliás, é o primeiro a admitir as semelhanças, das quais afiança ter orgulho. “Tenho uma ligação muito forte com meu pai porque somos muito parecidos, desde o signo, passando pela teimosia, até a escolha da carreira. E assumo: sou tão chorão quanto ele e não vejo nenhum problema nisso”, diz em sua autobiografia, para que não reste dúvida: ele não é filho do intérprete de Jorge Tadeu, o fotógrafo que enlouquecia as mulheres com sua flor fálica na novela Pedra sobre Pedra; ele é o novo Jorge Tadeu.

# 6

Ele parece não saber o que quer da vida

Neste ano, Fiuk posou até para um ensaio de moda. Chegou, assim, a ter três possíveis caminhos profissionais: além de emular o pai como ator e cantor, ele pode fazer as vezes de modelo. Só precisa é decidir o que quer fazer. Para fazer direito.

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