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Segundo dia do Carnaval paulistano vai de MPB a Chaves e Chapolin

Alcione, Gilberto Gil, sertanejos e o humorista mexicano Roberto Bolaños são os homenageados de sábado no Sambódromo

Por Estadão Conteúdo Atualizado em 10 fev 2018, 12h52 - Publicado em 10 fev 2018, 12h42

No segundo dia de desfile do Grupo Especial de São Paulo, as escolas de samba prometem homenagens a grandes nomes da música brasileira, um tema politizado e até uma saudosa lembrança de um ídolo infantil da televisão. O Carnaval no Sambódromo começa 45 minutos mais cedo do que na sexta-feira.

A abertura está marcada para as 22h30, com a X-9 Paulistana, que vai ressaltar os ditos populares. Cada carro, ala e fantasia da agremiação vai representar um ditado tradicional. O abre-alas, por exemplo, remeterá à expressão “casa da mãe Joana” e o casal de mestre-sala e porta-bandeira se referirá à máxima “uma andorinha só não faz verão”.

A segunda escola da noite, a partir das 23h35, será a Império da Casa Verde. Ela vai entoar o samba-enredo O Povo: A Nobreza Real e indagar sobre desigualdade e injustiça social, desde os tempos da Revolução Francesa até o Brasil atual. A curiosidade é Edi Rock, do grupo Racionais MC’s, na introdução da música, unindo samba e rap.

  • Na sequência, passarão duas favoritas, ambas homenageando celebridades da MPB. À 0h40, a Mocidade contará a vida da cantora Alcione, que este ano completa 70 anos de idade e 45 de carreira. À 1h45, a Vai-Vai pede passagem com outro nome de peso: Gilberto Gil. O músico baiano deve trazer grande parte da família para o Anhembi e talvez Caetano Veloso participe.

    Ligadas a torcidas organizadas de times de futebol da cidade desfilam uma depois da outra. Às 2h50, a Gaviões da Fiel traz a história dos guarus, povo indígena que deu nome à cidade de Guarulhos, com destaque para o carro abre-alas com cerca de 60 metros de comprimento, que representará um dilúvio criado pelo deus Tupã. Já a Dragões da Real, vice-campeã em 2017, falará, a partir das 3h55, de música sertaneja, com participação de Roberta Miranda e Sérgio Reis. Um dos carros terá 280 pessoas para representar os milhares de fãs do ritmo.

    A última escola, a Unidos de Vila Maria, abre seu desfile às 5h, com uma homenagem a Roberto Gómez Bolaños, o Chaves. O pessoal da bateria se vestirá como o personagem e a ala das crianças terá mini-Chapolins. O próprio México, país do comediante, também será lembrado, com referências aos astecas e ao Dia de los Muertos.

    Confira a programação:

    22h30 — X-9 Paulistana

    Enredo: A Voz da Bonança e a Voz de Deus. Depois da Tempestade Vem a Bonança!

    23h45 — Império de Casa Verde

    Enredo: O Povo, A Nobreza Real

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    0h40 — Mocidade Alegre

    Enredo: A Voz Marrom que Não Deixa o Samba Morrer

    1h45 — Vai-Vai

    Enredo: Sambar com Fé Eu Vou

    2h50 — Gaviões da Fiel

    Enredo: Guarus — Na Aurora da Criação, A Profecia Tupi… Prosperidade e Paz aos Mensageiros de Rudá

    3h55 — Dragões da Real

    Enredo: Minha Música, Minha Raiz. Abram a Porteira Para Essa Gente Caipira e Feliz

    5h — Unidos de Vila Maria

    Enredo: Aproveitam-se da Minha Nobreza, Você Não Soube, Não te Contaram? Suspeitei desde o Princípio! Não Contavam com a Minha Astúcia! Arriba Bolaños, Arriba Vila, Arriba México

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