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Rita Ora, a estrela que pode ofuscar Rihanna

Descoberta pela gravadora de Jay-Z em um bar do norte de Londres, cantora vem se tornando um nome em ascensão no palco do universo pop

Por Carol Nogueira 15 out 2012, 09h22

Ela nasceu em um país exótico, é morena, bonita, tem os cabelos tingidos, usa roupas sexy, canta músicas com toques de hip-hop e R&B, e foi lançada no mercado pelo rapper americano Jay-Z. Se você acredita que a descrição acima é de Rihanna, não é o primeiro – e com certeza não será o último – a cair nesse erro. Com as mesmas credenciais da cantora de Barbados, a britânica Rita Ora, de 21 anos, vem se tornando um nome em ascensão no pop. E pode até tomar o lugar da problemática ex-namorada de Chris Brown no palco cada vez mais disputado do showbiz.

Nascida na Iugoslávia (hoje Kosovo), Rita Ora se mudou para Londres quando tinha apenas um ano de idade. Assustados, os pais, descendentes de albaneses, fugiam do regime ditatorial do sérvio Slobodan Milosevic, responsável por um massacre étnico no país durante a Guerra do Kosovo. Mas, apesar do background trágico, Rita teve uma infância tranquila na capital inglesa. Instalados no oeste de Londres, os pais a colocaram em um colégio católico de período integral. Foi lá, aos oito anos, que a garota mostrou sua habilidade vocal. “‘Olha só, ela canta bem’, passaram a falar”, diz Rita, em entrevista ao site de VEJA.

Ela mesma, no entanto, levou algum tempo para perceber que a voz poderia levá-la ao sucesso. “Não tive vontade de me profissionalizar por muito tempo, pois queria ser atriz. O meu avô era diretor de cinema na Iugoslávia, e sempre tive gosto pelos filmes”, conta. Foi somente há alguns anos que ela, precisando ganhar dinheiro, começou a cantar em bares no norte de Londres. Em um desses, foi vista por um parceiro de Jay-Z na gravadora Roc Nation, que logo percebeu o potencial da garota, então com 17 anos.

Rita foi chamada pouco depois para conhecer o escritório da gravadora em Nova York. Ao chegar lá, cansada do longo voo e com os cabelos e pés molhados da chuva, deu de cara com Jay-Z. “Eu não sabia que ele estaria lá, senão teria ficado muito mais nervosa”, diz. “Pensei: ‘Eu tenho que fazer isso dar certo’.” A força de vontade funcionou: foi contratada pelo rapper na mesma hora e lança neste mês o seu disco de estreia, Ora.

Leia abaixo os melhores trechos da entrevista com a cantora Rita Ora.

Você costuma voltar com frequência a Kosovo? Sim, voltei algumas vezes, pois meus avós ainda moram lá. Na verdade, eles nunca saíram de Kosovo, passaram por coisas horríveis, tiveram que deixar a própria casa e foram se esconder na Albânia. Há algumas semanas, estive por lá para gravar um clipe e foi engraçado, fomos até escoltados pela polícia. Esse tipo de coisa não é comum em Kosovo, e não há muitos artistas internacionais vindos de lá. Não há tantas oportunidades, infelizmente.

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Como começou a cantar? Eu ainda estava no colégio, uma escola católica no oeste de Londres, e comecei a cantar no coro da igreja. Acho que tinha uns oito anos quando as pessoas perceberam que eu sabia cantar. Mas não tive vontade de me profissionalizar por muito tempo, pois queria ser atriz. O meu avô era diretor de cinema na Iugoslávia, e sempre tive gosto pelos filmes.

E como foi essa experiência? Foi bem legal, eu cheguei a participar de um longa britânico, Spivs, lançado em 2004. Costumava cantar em alguns bares de Londres para ganhar dinheiro, e um dia um cara da gravadora Roc Nation, de Jay-Z, me viu cantando e me pediu para mandar algumas músicas para ele mostrar em Nova York.

Como foi sua primeira reunião com Jay-Z? Eu não sabia que ia me encontrar com ele, achei que seria recebida por outras pessoas da gravadora. Nunca pensei que Jay-Z escolhesse a dedo quem ele contrata, mas é assim que funciona. Quando me dei conta, ele estava na sala, então agi de maneira bem ‘cool’. Ele é um cara muito legal e presente na gravadora, está sempre me dando toques.

Ele deu alguns toques de como deveriam ser suas músicas? Ele me deu alguns, sim. As músicas que eu fazia antes eram um pouco parecidas com as que faço hoje, mas menos pop e menos eletrônicas.

Você costuma dizer que se inspira na Gwen Stefani, vocalista do No Doubt. O que gosta nela? Ela passa a imagem de uma mulher muito independente, que não tem medo de correr riscos. Tem muita personalidade.

Muitas pessoas dizem que você é a versão britânica de Rihanna… Como vê essas comparações? Acho essa a melhor coisa de tudo o que já disseram sobre mim. Ela é muito sensual e suas músicas são contagiantes. Me sinto lisonjeada de ser comparada a ela.

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