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Rihanna vai de falida a bilionária — mesmo sem lançar discos há 5 anos

Com patrimônio musical e marcas de maquiagem e lingerie, cantora saiu do 'sufoco' de 2009 para acumular uma fortuna de 1,7 bilhão de dólares

Por Tamara Nassif 4 ago 2021, 16h23

Em 2015, Rihanna estourou nas paradas musicais com B**** Better Have My Money, hit do gênero trap que coloca uma moça (xingada entre os asteriscos) na parede por dever dinheiro à cantora barbadense. Hoje, Rihanna parece não precisar mais cobrar seus devedores: segundo a revista Forbes, a artista é dona de uma fortuna estimada em 1,7 bilhão de dólares (cerca de 8,8 bilhões de reais na atual cotação).

Se engana quem pensa que o patrimônio veio da carreira musical – afinal, ela não lança discos desde Anti, de 2016. Boa parte da bolada (quase 1,4 bilhão de dólares) provém da empresa de cosméticos Fenty Beauty, da qual Rihanna detém 50% em parceria com o conglomerado francês de luxo Louis Vuitton (LVMH). Outros 270 milhões de dólares ficam por conta da marca de lingerie Savage x Fenty; o restante dos rendimentos de sua carreira como cantora e atriz. A cifra a classifica como a musicista mais rica do mundo – ela só fica atrás de Ophah Winfrey, dona de 2,6 bilhões de dólares (13,4 bilhões de reais), na categoria de artistas femininas.

A dinheirama é um baita de um salto para Rihanna, que, em 2009, estava “caminhando efetivamente à falência” devido à má administração de seus contadores. Em um ano, ela viu seu patrimônio encolher de 22 para 2 milhões de dólares depois de uma projeção equivocada feita pelos profissionais: eles calcularam mal quanto de dinheiro ela ganharia e autorizaram uma compra de uma propriedade que, se descobriu depois, estava condenada a uma enorme reforma. Só aí se foram 5 milhões de dólares em prejuízo. A chave de ouro veio com a turnê The Last Girl on Earth, que fechou no vermelho. Ela, então, processou a empresa de contabilidade por má conduta e ganhou a causa.

  • Inaugurada em 2017, a empresa de maquiagem Fenty Beauty bombou por sua proposta de inclusão. Com 50 tons de pele contemplados pelos cosméticos, a grife preencheu uma lacuna da indústria há muito criticada por mulheres não-brancas, que penavam para encontrar correspondência de tonalidade nos produtos para o rosto. A proposta deu tão certo que Fenty Beauty – assim chamada por causa do nome de batismo da artista, Robyn Rihanna Fenty – foi eleita uma das melhores invenções do ano pela revista Time. Em 2018, a linha de maquiagem já gerava mais de 550 milhões de dólares em receita, de acordo com o conglomerado LVMH, superando outras marcas fundadas por celebridades, como as das socialites Kylie Jenner e Kim Kardashian.

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