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R Kelly é alvo de novas denúncias de abuso sexual

Mais duas mulheres acusaram o cantor americano de agredi-las quando ainda eram adolescentes

Por AFP 21 fev 2019, 23h37

Mais duas mulheres acusaram nesta quinta-feira, 21, o cantor americano R. Kelly de agredi-las sexualmente quando ainda eram adolescentes, em novas denúncias contra o superastro do R&B.

Latresa Scaff, de 40 anos, e Rochelle Washington, de 39, disseram a jornalistas em Nova York que conheceram Kelly em uma festa depois de um de seus shows em Baltimore nos anos 90 e que o cantor deu-lhes álcool e drogas antes de encurralá-las em seu quarto de hotel e de exigir que tivesse relações sexuais com ele.

As mulheres não têm certeza do ano preciso do show, mas disseram que foi em 1995 ou 1996. Encarregados da segurança de Kelly as teriam escolhido no público e as convidaram para a festa, contaram.

Durante a festa, lhes deram cocaína, maconha e álcool e elas foram convidadas ao quarto de hotel de Kelly, disse Scaff, que contou que um homem com um ‘walkie-talkie’ disse a elas: “R. Kelly está se preparando para entrar no quarto. Levantem os vestidos”.

O artista, hoje com 52 anos, chegou ao quarto vestindo camisa e jeans, mas seus genitais estavam fora da calça.

Washington rejeitou seus avanços e se escondeu no banheiro, mas Scaff aceitou praticar-lhe sexo oral e depois fez sexo com ele, “embora não tivesse a capacidade para consentir”, disse.

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As mulheres são representadas pela poderosa advogada feminista Gloria Allred, que também cuida dos caso de várias mulheres que denunciaram Kelly.

Scaff disse ter decidido contar publicamente o que aconteceu “por todas as outras vítimas” e incentivou outras mulheres a fazerem o mesmo.

Michael Avenatti – o advogado que representa a estrela pornô Stormy Daniels em sua batalha legal contra o presidente Donald Trump – também está defendendo várias pessoas vinculadas ao artista.

Sem dar maiores detalhes, Allred disse que algumas mulheres que representa temem a divulgação de vídeos ou áudios de suas relações com Kelly.

Durante décadas, o artista, cujo nome de registro é Robert Sylvester Kelly, enfrentou ações e acusações de pornografia infantil, sexo com menores, de liderar um culto sexual e de agressões sexuais.

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