‘Quero trabalhar com sertanejo e country’, diz Roberto Medina sobre próximas edições do Rock in Rio
Idealizador do festival citou Elton John como destaque desta edição
O idealizador do Rock in Rio, Roberto Medina, 79, revelou os dois gêneros que ambiciona trabalhar nas próximas edições do festival. “Quero trabalhar sertanejo e country”, afirmou o empresário nesta sexta-feira, 11. Segundo ele, a ideia ainda não começou a ser desenvolvida de forma concreta, mas já está “no radar”.
- Sertanejo e country: após a estreia do K-pop no festival, Medina falou sobre a possibilidade de ampliar ainda mais a diversidade musical do Rock in Rio. “Tem muito pedido para você abrir o leque do Rock in Rio. Quando pensei em K-pop, as pessoas falavam: ‘Não é’. E foi. Tem um outro também que quero trabalhar, que é o country e o sertanejo. Por que não? O sertanejo é um gênero que é o mais tocado no Brasil. O country é um gênero muito bacana”, disse. “Não comecei a pensar nisso objetivamente, mas está no meu radar.”
- Balanço da edição: Medina classificou como “fantástico” o resultado do festival e destacou o clima familiar na Cidade do Rock. “Você tem duas cidades hoje no Rio, a cidade de fora e essa cidade aqui, que é construída pela paixão das pessoas que fazem e das pessoas que vêm”, afirmou. Para ele, além do entretenimento, o evento movimenta diferentes setores da economia e oferece ao público um momento de “alegria” em meio a um cenário mundial difícil.
- Elton John: questionado sobre a atração que mais o impressionou até agora, Medina não hesitou em citar Elton John. “Elton John não é o artista que está cantando, é uma lenda. Lenda é lenda”, afirmou. O empresário ainda brincou com a disposição do músico durante a apresentação: “Quero saber que remédio ele toma, que quero tomar também”.
- Rock in Rio além da música: o idealizador reforçou que o festival nunca teve a proposta de se limitar a um único gênero. “Desde o início, ele nunca foi uma questão só do artista. Era um conjunto de tribos diferentes. É muito comum um cara dizer: ‘Ah, mas não é rock’. Não, ele nunca foi. Era rock, pop, metal, tudo”, disse. Medina também defendeu o investimento em grandes eventos como estratégia para impulsionar o turismo e a economia do Rio de Janeiro.
- Show aéreo: Medina também comentou a apresentação da esquadrilha que sobrevoa a Cidade do Rock. Segundo ele, a atração nasceu de uma ideia simples e acabou ganhando música e uma introdução inspirada em Top Gun. “Virou uma coisa que as pessoas estão amando e eu também”, afirmou.
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