“Quero ficar o resto da vida no SBT”, diz João Silva, filho do meio de Fausto Silva
Aos 22 anos, ele celebra a vice-liderança nas noites de sábado com o Programa do João na emissora da família Abravanel — e reconhece o legado familiar
Em agosto, o Programa do João completa um ano. Qual seu balanço? Estamos evoluindo, renovando, temos que cansar do conteúdo antes do público. Vivo um momento mágico, não imaginava que a audiência seria tão boa, tanto no digital quanto na TV. No dia 23 de maio, tivemos a maior audiência da história do programa, com 3,2 pontos de média — e fizemos 2,2 pontos de média no primeiro semestre deste ano. Não é pouca coisa.
Como vê a briga por audiência entre SBT e Record pela vice-liderança? Acho que cada canal é único. Não tem segredo ou receita. Estar no segundo lugar é algo muito bacana, fico emocionado de ter alcançado um feito desse pela minha idade e pelo pouco tempo de carreira. Temos uma equipe forte e um grande suporte do SBT. Sou só uma peça nesse quebra-cabeça.
Contudo, é uma peça que carrega o legado de ser filho do Fausto Silva. O que aponta como essencial para que sua carreira desabroche longe da sombra dele? Dentro da minha casa, sempre foi valorizado o trabalho. Comecei a trabalhar cedo no rádio e sempre foi uma coisa divertida, não uma carga pesada. O deslumbre com esse mundo da TV nunca foi um ponto central na minha vida — é uma característica da minha personalidade e também da minha criação.
Sua família é discreta sobre o estado de saúde do Faustão. Mas, de vez em quando, você e seus irmãos, Lara, 28, e Rodrigo, 18, celebram nas redes sociais bons momentos junto dele. Como é essa dinâmica familiar? Quando éramos crianças, estávamos sempre juntos, mas quanto mais velho a gente fica, mais a agenda fica cheia. Então, poder juntar todo mundo é uma coisa de que fazemos questão. Essa união é muito especial e necessária. Porque o tempo vai passando, mas temos essa mentalidade de que é importante manter a proximidade, seja um jantar ou apenas assistir a um jogo em família.
Um caminho provável para você, aos 22 anos, seria seguir jovens produtores de conteúdo que investem em influência digital. Por que preferiu a TV? A televisão é onde consigo atingir o meu público — de certa forma, herdei uma boa parte do meu pai, que é muito querido por tanta gente. E ela é democrática, é presente no Brasil inteiro.
O que pode adiantar sobre as reformulações que planeja para o programa em um futuro próximo? Tenho vontade de colocar plateia no programa; é algo que as pessoas pedem desde a estreia e acho que é bom começar menor para ir aumentando, seja em tempo de duração ou em estrutura.
Como é sua relação com a família Abravanel? Sou muito grato e feliz por essa parceria na emissora. É como estar no Olimpo do entretenimento. Se eu puder, quero ficar para o resto da vida no SBT.
Publicado em VEJA de 31 de julho de 2026, edição nº 3006






