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Qual foi a causa da morte de Laura Cardoso, grande estrela da dramaturgia

Atriz tinha 98 anos e teve um mal-estar em sua casa em São Paulo

Por Kelly Miyashiro Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 18 ago 2026, 09h05 | Atualizado em 18 ago 2026, 11h16
Qual foi a causa da morte de Laura Cardoso, grande estrela da dramaturgia Priorizar nos meus resultados Google

Laura Cardoso morreu no final da noite de segunda-feira, 17, aos 98 anos. De acordo com a família da grande estrela da dramaturgia, a morte foi de causas naturais após se sentir mal em casa no bairro Sumaré, em São Paulo. A informação foi confirmada por meio do perfil oficial da artista no Instagram na madrugada desta terça-feira, 18. “Nossa grande estrela se despediu de nós. Laura Cardoso estará para sempre em nossos corações. Obrigada por tudo, nossa amada e eterna Laura Cardoso”, afirma a publicação. O velório da atriz será nesta terça, das 8h às 14h, na Bela Vista, região central de São Paulo. Segundo Fátima Cardoso, uma das filhas da artista, ela morreu por volta das 23h20 de segunda-feira, 17, após se sentir mal em casa, no Sumaré, Zona Oeste da capital paulista.

Quem foi Laura Cardoso

Laurinda de Jesus Balleroni nasceu em São Paulo em 13 de setembro de 1927 e iniciou a carreira no rádio, atuando em radionovelas na década de 1940. Com a chegada da televisão ao Brasil, tornou-se uma das primeiras contratadas da TV Tupi. Na emissora, estreou em 1954, no programa Tribunal do Coração, a convite da amiga Vida Alves. Quatro anos depois, chegou às telenovelas como Cosette, em Os Miseráveis.

Nas décadas seguintes, passou por emissoras como Record, Tupi, Excelsior, TV Rio, Cultura e Band. Na Tupi, participou da primeira novela diária da emissora, Quando o Amor É Mais Forte, em 1964. Entre 1968 e 1973, esteve na Record e, em 1974, retornou à Tupi, onde permaneceu até o fim da emissora, em 1980.

A atriz chegou à TV Globo em 1981, em Brilhante, a convite de Daniel Filho. Dois anos depois, foi contratada pela emissora por intermédio de Walther Negrão e passou a construir uma trajetória que reúne mais de duas dezenas de novelas. Entre seus trabalhos estão Fera Radical, Felicidade, Mulheres de Areia, A Viagem, Irmãos Coragem, Chocolate com Pimenta, Caminho das Índias, Gabriela, O Outro Lado do Paraíso e A Dona do Pedaço.

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A versatilidade também marcou seus personagens. Laura interpretou desde a guerreira Sinhana, de Irmãos Coragem, até Dona Carmem, de Chocolate com Pimenta, além de Marta, em Fera Radical; Dona Cândida, em Felicidade; Dona Lila, em Mundo da Lua; Isaura, em Mulheres de Areia; e Guiomar, em A Viagem.

No teatro, estreou em 1959, aos 32 anos, em Plantão 21, sob direção de Antunes Filho. A parceria rendeu dois Prêmios Shell de Melhor Atriz, por Vem Buscar-me que Ainda Sou Teu (1990) e Vereda da Salvação (1993).

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Vida pessoal

Laura conheceu Fernando Balleroni em 1949, quando trabalhava na Rádio Tupi. Ator, roteirista, diretor e produtor de televisão, ele se tornou seu marido. O casal teve três filhos: Fátima, José e Fernanda. José nasceu com um problema no sangue e morreu aos três dias de vida. Laura e Fernando permaneceram juntos até a morte dele, em 1980.

O interesse pela atuação surgiu ainda na infância, quando Laura gostava de ler e recitar para familiares e na escola. Aos 15 anos, ela iniciou a carreira nas radionovelas e, a partir daí, construiu uma trajetória que atravessou o rádio, a televisão e o teatro, com personagens que marcaram diferentes gerações.

Prêmios

Laura Cardoso acumulou, ao longo de oito décadas, importantes prêmios por trabalhos no teatro, na televisão e no cinema. O primeiro veio em 1956, com o Troféu Roquette Pinto de atriz revelação. Nos anos seguintes, recebeu também o Troféu Imprensa e foi reconhecida pela APCA.

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No teatro, venceu o prêmio de Melhor Atriz por Vem Buscar-me que Ainda Sou Teu e Vereda da Salvação. Em 2000, ganhou o prêmio de Melhor Atriz por Através da Janela. Dois anos depois, recebeu o Troféu Mário Lago pelo conjunto da carreira televisiva.

Em 2006, Laura foi condecorada com a Ordem do Mérito Cultural, concedida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva por sua contribuição à cultura brasileira.

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Em 2023, a atriz foi prestigiada no Festival de Cinema de Gramado com o troféu Oscarito, entregue por Ingrid Guimarães, Lucy Barreto e Alice Braga.

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