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Produtor fala sobre planejar o fim de ‘Girls’: ‘não podemos queimar a série’

Penúltima temporada da atração começou neste domingo na HBO e mostra personagens caminhando para se tornarem, enfim, adultas

Por Da Redação 22 fev 2016, 18h04

A série Girls retornou neste domingo, quando a HBO exibiu o primeiro episódio da quinta – e penúltima – temporada da atração criada por Lena Dunham. A julgar por aquilo que foi mostrado, o seriado volta a explorar os conflitos vividos por quatro amigas em seus 20 e poucos anos. No entanto, as personagens parecem ter avançado no processo de amadurecimento em que se encontram desde o lançamento da atração, em 2012. E, em vez de jovens imaturas atraídas por relacionamento desastrosos e empregos instáveis, elas parecem estar cada vez mais próximas de tornarem-se, enfim, adultas.

Segundo Judd Apatow, produtor da atração, os roteiristas de Girls já sabiam que a série chegaria ao fim na sexta temporada enquanto escreviam a quinta. Assim, fica claro que as personagens caminham em direção a um desfecho que se oponha aos comportamentos desfilados no início do programa, mas sem perder sua essência. “A série é sobre pessoas criativas que não querem ter trabalhos pesados. Elas estão se esforçando para ter a vida com que sonharam e não estão felizes trabalhando em uma cafeteria; elas têm esperança de conseguir um trabalho mágico”, explica o produtor.

No primeiro episódio da nova temporada, por exemplo, Hannah (Lena Dunham) está com um novo namorado, o professor Fran (Jake Lacy), aparentemente mais estável do que o seu ex, Adam (Adam Driver). Já a amiga da protagonista Marnie (Allison Williams) se apresenta nessa nova fase prestes a se casar, enquanto Shoshanna (Zosia Mamet) encontrou o emprego ideal no Japão e Jessa (Jemima Krike) está no caminho de se livrar da dependência em álcool e drogas. “Existe um momento na vida de um programa em que você entende que precisa planejar o fim. Porém, nós produtores não podemos queimar a série e nem esquecer o histórico com o público”, diz Apatow, antes de lamentar. “Para mim é muito triste. Eu não tenho vontade de acabar com o programa”.

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Além de criadora de Girls, Lena Dunham é também roteirista, diretora e protagonista da série. Por isso, é comum que o restante da equipe da atração seja questionada sobre as dificuldades de trabalhar com ela. No entanto, Apatow considera trabalhar com Lena “uma das melhores experiências” que já teve. E, além disso, diz que é por causa dela que passou a encabeçar tantos projetos que colocam a mulher em papel de destaque – a exemplo do filme Descompensada (2015), estrelado por Amy Schumer.

Judd Apatow e Lena Dunham, de 'Girls', em evento realizado em outubro de 2015
Judd Apatow e Lena Dunham, de ‘Girls’, em evento realizado em outubro de 2015 VEJA

“Nós temos uma ótima equipe, mas a Lena é como uma luz que brilha no que a gente faz. Há momentos em que eu tenho que parar e pensar no que ela quer fazer. Coisas do tipo ‘Você quer um episódio inteiro em que você conhece um cara, faz sexo com ele imediatamente, passa o dia inteiro na casa dele e fica obcecada? Tudo bem. Me explica a parte emocional disso tudo e o que você está querendo dizer.’ Aí eu respiro fundo e tento ver se eu posso ser útil em alguma coisa”, conta Apatow, que em seu currículo tem ainda filmes como O Virgem de 40 Anos e Ligeiramente Grávidos.

A sexualidade é um dos principais temas abordados em Girls. A série ficou conhecida principalmente por tratar do assunto de forma atual e praticamente livre de tabus. “Eu acho que alguns aspectos da apresentação da sexualidade são inovadores, e Lena teve coragem de mostrar questões dos relacionamentos que as pessoas não costumam abordar”, diz.

Novo projeto – Apatow também é o nome por trás de Love, a nova série original da Netflix que estreou na última sexta-feira. Assim como Girls, a atração também mostra seus protagonistas como jovens adultos enfrentando os percalços de amadurecer. Mas, em vez de quatro amigas, os protagonistas são Mickey (Gillian Jacobs) e Gus (Paul Rust), dois jovens adultos que vivem em Los Angeles e enfrentam uma pessimista fase amorosa. Qualquer semelhança não é coincidência.

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