Assine VEJA por R$2,00/semana
Continua após publicidade

Prisioneiras da série ‘Orange Is The New Black’ viram celebridades na internet

Sucesso da série nos Estados Unidos é atribuído à habilidade do roteiro em retratar as mulheres de uma maneira real e independente dos filhos e maridos

Por Da Redação
23 ago 2013, 13h01

A série do Netflix Orange Is The New Black, que conta a história real de uma prisão de mulheres sob o ponto de vista de uma garota de classe média, ganhou lentamente, sem fazer barulho, a devoção da crítica, graças a seu elenco diverso.

Leia também:

‘Orange Is the New Black’ é renovada antes de sua estreia

Netflix sofisticou conteúdo para conseguir crescer no Brasil

Continua após a publicidade

Ministro das Comunicações ‘ataca’ empresas como Netflix em fórum de TV paga

A mistura de drama e comédia foi considerada “totalmente brilhante” pela revista Rolling Stone; um “fluxo imprevisível de risos e seriedade” pelo site The Hollywood Reporter e “o melhor show da televisão no momento”; “talvez um novo gênero”, pela revista Esquire.

Orange Is The New Black foi transformada em série de TV por Jenji Kohan, criadora de Weeds — série que retrata uma mãe de família que sobrevive do tráfico de maconha — e é baseada em uma autobiografia de mesmo título que está em terceiro lugar na lista de mais vendidos do New York Times. A série da Netflix mostra as interações e conflitos raciais entre negras, latinas, brancas e asiáticas que são forçadas a conviver na prisão.

Continua após a publicidade

Na série, Piper Chapman (Taylor Schilling) é uma privilegiada nova-iorquina que trabalha com uma produção caseira de sabonetes orgânicos e é condenada a 15 meses de prisão por um erro da juventude: dez anos antes, ela transportou uma maleta de dinheiro a pedido da sexy narcotraficante Alex (Laura Prepon), sua namorada na época.

Elenco feminino – “Piper foi meu ‘cavalo de Troia'”, disse a criadora da série, Jenji Kohan, em uma entrevista na semana passada à rádio NPR. “Você não vai a um canal vender uma história fascinante de mulheres negras, latinas, idosas e criminosas. Mas se pega esta jovem branca e a segue, pode expandir seu mundo e contar todas as demais histórias”, disse a também diretora e roteirista. “É um ponto de acesso fácil”, acrescentou.

Kohan tem sido elogiada em particular pelos usos do recurso de flashback, que tira o público da prisão para mostrar as histórias pessoais das internas, o que confere autenticidade às personagens, interpretadas por atrizes acima do peso, com rugas e longe do padrão de beleza típico da TV americana.

Continua após a publicidade

A atriz dominicana Dascha Polanco, que interpreta a latina Daya, recorda como é pouco frequente assistir a um programa de televisão sobre mulheres e feito por mulheres, em que o gênero não é definido por sua relação com o namorado, marido, família ou filhos. “Neste sentido, Orange… rompe barreiras. Não é uma dona de casa com os filhos e o marido. Fala de uma realidade”, disse Polanco.

Ela também se disse agradecida à série por ajudá-la a superar o obstáculo do peso em uma indústria que define a beleza pela extrema magreza.

Para Piper Kerman, a autora do livro publicado em 2010 no qual a série é, muito livremente, inspirada, um dos principais desafios ao entrar na prisão é “entender qual o seu lugar”. “Quando você coloca o pé no presídio, a raça é um princípio de organização muito poderoso”, disse Kerman, que tinha 24 anos quando transportou a maleta de dinheiro em 1993, à rádio NPR.

Continua após a publicidade

“O que descobri foi que, com o tempo, (a raça) era cada vez menos importante. Quando me colocaram para trabalhar com reparos elétricos, não havia separação racial. Trabalhava com negras, latinas e asiáticas”, contou. Desde então, Kerman se tornou uma famosa defensora dos direitos das prisioneiras e é diretora da Associação de Mulheres Presas (WPA).

Surpresa – Orange… estreou em 11 de julho sem a pompa de outras séries do serviço de vídeos on-line Netflix, como House of Cards, com Kevin Spacey, e Arrested Development, que já contava com uma base de fãs sólida graças às temporadas anteriores exibidas na TV aberta.

Ambas fizeram história em julho quando se tornaram as primeiras séries on-line indicadas ao Emmy: House of Cards disputanove estatuetas e Arrested Development, três.

Continua após a publicidade

Ao citar House of Cards, a Rolling Stone previu na semana passada que Orange…, que não concorreu à votação do Emmy deste ano, “terá tantas indicações em 2014”.

(Com agência France-Presse)

https://youtube.com/watch?v=nryWkAaWjKg

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

10 grandes marcas em uma única assinatura digital

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 2,00/semana*

ou
Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 39,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$96, equivalente a R$2 por semana.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.