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Príncipe Harry diz que ‘não tinha ideia que racismo inconsciente existia’

Em conversa com ativista do Black Lives Matter, o duque de Sussex diz que a esposa Meghan lhe abriu os olhos e que a 'ignorância não é mais uma desculpa'

Por Tamara Nassif 26 out 2020, 17h20

O príncipe Harry, em conversa com Patrick Hutchinson, ativista do movimento Black Lives Matter, admitiu que, até conviver com sua esposa Meghan, desconhecia a existência do racismo estrutural. Ele explica que parte disso deriva de uma infância privilegiada na realeza: “Pelo meu entendimento e tendo a educação que eu tive, eu não fazia ideia do que era racismo inconsciente.”

“Por mais triste que seja, demorei muitos e muitos anos para entender, especialmente depois de viver um dia ou uma semana no lugar de minha esposa”, acrescentou, no vídeo postado nesta segunda-feira, 26, pela revista British GQ.

Durante a conversa, Harry destacou a necessidade de outros se educarem sobre como ser efetivamente anti-racista, dizendo que, apesar de não “apontar dedos a ninguém”, em especial quando se trata de preconceitos enraizados, “a ignorância não é mais uma desculpa”.

  • “Uma vez que você percebe uma atitude racista ou se sente um pouco desconfortável, a responsabilidade recai sobre você para que vá e se eduque”, disse. Ainda disse que não é obrigação da comunidade negra educar e mostrar o caminho antirracista, e que existem “livros, filmes e tantas outras oportunidades educacionais por aí” para engatar no processo de desconstrução de preconceitos.

    Ao refletir sobre o movimento encadeado pelo assassinato de George Floyd em Minneapolis, Harry afirmou se tratar de um movimento global e que “o trem já saiu da estação”.

    “Se você não está no trem agora, então embarque, porque tem muito a se fazer. E sendo pai, o objetivo da minha vida é tentar deixar o mundo em um lugar melhor do que quando o encontrei”, disse.

    Confira abaixo a conversa na íntegra:

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