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Principal prêmio da música, Grammy 2021 será adiado

Cerimônia, agendada para o dia 31 de janeiro, foi transferida para março

Por Amanda Capuano Atualizado em 6 jan 2021, 11h54 - Publicado em 5 jan 2021, 17h51

A 63ª edição do Grammy, que aconteceria no dia 31 de janeiro, em Los Angeles, na Califórnia, será adiada para o dia 14 de março. A informação foi confirmada por um representante da premiação à Variety na terça-feira, 5, antes da organização do prêmio divulgar um comunicado.

“O aumento nos casos de Covid em Los Angeles, com hospitais sobrecarregados, além de novas diretrizes estaduais nos levaram a concluir que adiar a premiação era a coisa certa a se fazer”, diz o comunicado assinado pelos executivos da Academia de Gravação americana. “Nada é mais importante que a saúde e segurança daqueles que trabalham na comunidade musical e das centenas de pessoas que trabalham nos bastidores da cerimônia”.

Em uma entrevista fornecida em junho à Variety, o presidente da The Academy Award informou que havia três planos para a cerimônia: uma tradicional, com plateia cheia, uma com público limitado e uma terceira opção, sem audiência. “Há criatividade para todos os cenários: como e onde filmaremos, mas nenhuma delas envolve mudar ou adiar a data”, enfatizou na ocasião. Em agosto, uma publicação no site oficial da premiação dizia que a cerimônia aconteceria no dia 31 de janeiro “com chuva ou com sol, com ou sem vacina contra a Covid-19”. Já em setembro, Mason voltou a enfatizar ao portal que a data não seria modificada e que havia planos para que a cerimônia acontecesse no estádio Staple Center com apresentações ao vivo e sem plateia, “algo mais virtual e com elementos de diferentes localidades”, já que mesmo o público limitado parecia um cenário improvável.

Além da Variety, o portal americano Rolling Stones também confirmou o adiamento, creditando a mudança à preocupações em relação à pandemia. Desde a temporada de Ação de Graças, no final de novembro, a Califórnia tem enfrentado um aumento de casos da Covid-19, intensificado pelas festas de fim de ano — na segunda-feira, 4, o estado bateu um novo recorde de registros em 24 horas, com 74 .000 novos casos diagnosticados segundo o jornal local The Los Angeles Times.

A lista de indicados, divulgada em novembro, é liderada por Beyoncé, com nove indicações, incluindo Música e Gravação do Ano com Black Parade, lançada em meio aos protestos do movimento Black Lives Matter. Dua Lipa é a única a concorrer nas três categorias principais: Álbum do Ano, com o disco Future Nostalgia, e Música e Gravação do Ano, com o single Don’t Start Now. A cantora aparece empatada em seis nomeações com Taylor Swift, que também disputa o cobiçado Álbum do Ano com Folklore, disco produzido durante a quarentena, e o rapper Roddy Ricch.

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