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Prestes a viver psicanalista na TV, Charlie Sheen assume ‘surto psicótico’ na vida real

Em entrevista à edição americana da revista 'Playboy', ator dá sua versão sobre a demissão de 'Two and a Half Men' e diz ver fantasmas de amigos mortos

Por Da Redação - 20 jun 2012, 21h53

Em entrevista à edição americana da revista Playboy, Charlie Sheen falou pela primeira vez sobre os acontecimentos conturbados de sua vida que culminaram em sua demissão de Two and a Half Men em março de 2011. “Foi um desabafo em meio a um surto psicótico”, disse o ator, sobre a briga com o produtor da série Chuck Lorre, em fevereiro do mesmo ano, quando ouviu dele um pedido para que maneirasse nas bebidas e na farra com as prostitutas. O desequilíbrio emocional é bem apropriado ao título da nova série estrelada por ele, chamada Anger Management (Terapia de Raiva, em tradução livre), prevista para estrear dia 28 nos Estados Unidos.

Sheen disse que foi internado em janeiro do ano passado para tratar de uma hérnia, mas os produtores do seriado alegaram que ele havia sofrido uma overdose de drogas e usaram o episódio para justificar a demissão do ator. “Uma hérnia explodiu na minha barriga por causa do comediante Dave Chapelle. Ri tanto de um esquete dele que estourou uma hérnia dentro de mim. Isso custou meu emprego”, disse Sheen. A internação, na época, foi vista pelos produtores como o fundo do poço para Sheen, conhecido pelo abuso de drogas. Dois meses depois, a Warner Bros., responsável pela série, anunciou a demissão do ator. Indignado, Sheen reagiu e mandou uma carta ao site americano TMZ em que se dizia feliz com a notícia, pois não teria que usar mais as camisas ridículas do personagem Charlie Harper e chamou o criador da série, Chuck Lorre, de verme. Na entrevista à Playboy, porém, o ator atribuiu a demissão a uma estratégia dos produtores, que não teriam tido a coragem de assumir a decadência do programa e o usaram como bode expiatório do fim do seriado. “Por isso as coisas nunca foram parar em um tribunal. Eles não tinham nada para usar contra mim. Meu trabalho era aparecer e atuar e o deles, escrever.” Sobre o vício em drogas, que admitiu na entrevista, Sheen disse não acreditar em reabilitações e se livrou da adição pela força de vontade: “É tudo uma questão de ter fé em si mesmo”. Na entrevista, a metralhadora verbal de Sheen foi apontada para todos os atores de Hollywood, com exceção de Sean Penn, Robert De Niro e seu pai – o ator Martin Sheen – segundo ele, os únicos atores dedicados realmente à profissão. “É só por causa do dinheiro e das mulheres que eu me tornei ator”, disse. Atualmente, Sheen diz estar focado no trabalho, mesmo vendo espíritos de colegas mortos de vez em quando: “Estamos numa rocha voando a milhares de quilômetros por hora, girando sobre o próprio eixo, com uma lua que não vai embora, em torno de uma estrela explodindo e por alguma razão estamos posicionados no lugar certo. Tudo é possível. Fantasmas, inclusive. Eu os vi. Estive em hotéis com eles.”

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