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Porta dos Fundos: o grupo de humor que conquistou o Brasil

Reportagem de VEJA desta semana conta como a trupe, criada por cinco sócios cariocas, levou o vídeo na internet brasileira a um novo patamar de profissionalismo - e de lucro

Por Bruno Meier 22 jun 2013, 10h09

A cena poderia ser vista em um quarto de adolescente: espalhados em pufes e em um sofá, cinco cariocas travam uma discussão meio cafajeste. O tópico em exame: quais os requisitos para um rapaz conquistar beldades nacionais como Cleo Pires e Sabrina Sato (um dos presentes de fato foi casado com a atriz e hoje namora a apresentadora)? “É altura”, crava o diretor Ian SBF. “O cara não precisa ser bonito. Precisa ser alto.” Antonio Tabet, criador do site Kibe Loco, define: “É currículo. Quando o homem começa a sair com mulheres bonitas, elas ficam curiosas”. O papo é interrompido pelo ator e humorista Fábio Porchat, dono do apartamento no bairro de Laranjeiras onde ocorre a reunião, e o grupo se transfere para uma mesa. A conversa segue bem-humorada, mas menos pueril: Ian, Porchat, Tabet, Gregório Duvivier e João Vicente de Castro, sócios do canal de vídeo Porta dos Fundos, são agora homens de negócio. Leem e analisam roteiros enquanto devoram salgadinhos e comida japonesa. As ideias que surgem a essa mesa convertem-se em vídeos que são vistos, todas as semanas, por milhões de pessoas. Lançado há dez meses, o canal de humor que esses marmanjos da Zona Sul criaram no YouTube é campeão absoluto de audiência no Brasil. Os 102 vídeos produzidos já foram vistos 330 milhões de vezes. Graças a essa impressionante popularidade, o canal se tornou uma marca valiosa, que atrai grandes anunciantes.

Pé na porta

• Lançado em agosto de 2012, o canal já publicou uma centena de vídeos, com mais de 330 milhões de visualizações

• Dos 29 vídeos mais acessados pelo YouTube no país no mês passado, nove são do Porta dos Fundos

Na Lata, em que uma garota busca seu nome na latinha de uma marca de refrigerante, é o vídeo mais acessado do grupo, com mais de 9 milhões de visualizações

• A produtora da trupe conta com 34 funcionários, entre atores, editores e produtores

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