Clique e Assine por apenas R$ 0,50/dia

Peter Jackson revela cenas de aguardado documentário dos Beatles

Para fazer 'The Beatles: Get Back', que estreia em agosto de 2021, diretor teve acesso a 56 horas de filmagens nunca antes divulgadas da banda

Por Eduardo F. Filho 21 dez 2020, 11h41

Com lançamento previsto inicialmente para setembro deste ano, o documentário The Beatles: Get Back teve de ser adiado, assim como 99,9% dos filmes em produção do mundo. O aguardado longa sobre os bastidores da gravação do quarteto de Liverpool ficou para 27 de agosto de 2021. Mas, como um verdadeiro presente natalino para o público, o diretor Peter Jackson (de O Senhor dos Anéis e O Hobbit) revelou nesta segunda-feira, 21, um vídeo em que dá um aperitivo de cenas das 56 horas de imagens a que teve acesso para a produção do filme, a maioria nunca antes divulgadas. Confira o vídeo:

O diretor afirma, logo no começo da prévia,  que as imagens não são um trailer ou clipe, mas sim uma “montagem” sem compromisso com a edição final que virá por aí. “Espero que isso coloque um sorriso em seu rosto nestes tempos bastante sombrios pelo qual estamos passando”, diz Jackson, aludindo, claro, à pandemia. 

A filmagem dos Beatles em estúdio pelo diretor Michael Lindsay-Hogg, de 2 de janeiro a 31 de janeiro de 1969, originalmente se destinava a ser um especial de televisão sobre a produção de um novo álbum da banda. O que resultou no filme Let It Be, lançado em maio de 1970 e que tem como conteúdo principal as brigas e disputas internas da banda meses antes da banda se separar oficialmente.

O QUARTETO, em 1969 - Cinquenta anos do antológico disco: criatividade meses antes do fim
O QUARTETO, em 1969 – Cinquenta anos do antológico disco: criatividade meses antes do fim ./.

“Fiquei aliviado ao descobrir que a realidade é muito diferente do mito. Claro, há momentos de drama — mas nenhuma das discórdias com as quais esse projeto está associado há muito tempo. Observar John, Paul, George e Ringo trabalhando juntos, criando músicas agora clássicas a partir do zero, não é apenas fascinante — é engraçado e surpreendentemente íntimo”, conta o cineasta em um comunicado à Variety.

O nome de Jackson foi aprovado pelos dois remanescentes vivos da banda, Paul McCartney e Ringo Starr, e também aceito pelas viúvas de John Lennon, Yoko Ono, e de George Harrison, Olivia Harrison. Além de pinçar os melhores momentos das 56 horas de cenas inéditas, o documentário garimpará pérolas nas 140 horas de áudio das sessões de gravação do derradeiro álbum de estúdio. Vai trazer, ainda, detalhes da última aparição ao vivo dos Beatles, tocando na cobertura do Apple Studios, em Londres. 

Continua após a publicidade

 

 

 

 

 

 

Continua após a publicidade
Publicidade