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Pedro Leonardo quer voltar aos palcos em dois meses

'Ele está muito motivado', diz Thiago, primo e dupla do cantor sertanejo

Por Maria Carolina Maia 13 jul 2012, 17h14

Pedro Leonardo quer voltar aos palcos em dois meses. A informação é de Thiago, primo e dupla do cantor, que sofreu um acidente de carro no final de abril e ficou internado para tratamento até o início desta semana, quando teve alta do hospital Sírio Libanês, em São Paulo. Pedro continua na cidade, onde o pai — o também sertanejo Leonardo — alugou um flat. E segue em recuperação junto à família, a mulher e a filha.

“Pedro sabe que o caso dele é delicado, mas está muito motivado”, diz Thiago, que mora em Barueri, na Grande São Paulo, e mantém contato com o primo. Enquanto o parceiro não se recupera, o cantor segue se apresentando sozinho, atendendo ao aumento de convites que o acidente gerou. O próximo show está marcado para o dia 28, em Água Boa, Mato Grosso.

Em entrevista ao site de VEJA, Thiago fala do estado de saúde de Pedro Leonardo, de seus cuidados médicos e dos planos de gravar um novo disco com o primo.

Quando Pedro e Thiago voltam a se apresentar juntos? O Pedro me disse ontem que quer voltar a fazer shows em dois meses. Ele sabe que o caso dele é delicado – pode parecer que não, mas tem noção de tudo -, no entanto está muito motivado. E, depois de tudo o que aconteceu, depois da recuperação que ele teve, acredito que nada é impossível. O Pedro já está cantando, a memória musical dele é ótima, só precisa potencializar a voz para subir no palco e fazer um show bonito.

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Os médicos deram previsão para o retorno? Eu não recebi nenhuma previsão, mas, quando o Pedro ainda estava em coma, uma das médicas da equipe fez um convite para que a gente se apresentasse em um evento que o hospital vai fazer em outubro. Até lá, portanto, acredito que o Pedro esteja bem.

Como está a recuperação dele? Os médicos disseram que o Pedro não deve ter sequela, mas ele ainda não está 100%, precisa recuperar melhor a fala, a visão, a coordenação. Ele vai todos os dias ao Sírio Libanês, pela manhã, para fazer fisioterapia. Também faz sessões de fonoaudiologia, à tarde. A gente tem que entender que ele sofreu uma série de danos – traumatismo craniano, problema nos pulmões, quebrou o fêmur, estourou o ligamento do joelho direito, perdeu 40 dos cerca de 120 quilos que tinha. Não dá pra querer que ele seja, já neste momento, o Pedro que era antes do acidente. Vai levar alguns meses.

Como é assubir ao palco sem ele, nesse período de recuperação? Eu sou cantor há dez anos, sou profissional, mas faz falta ter o parceiro do lado para dar a deixa, trocar energia. Pelo menos, ele sabe que eu estou cantando sozinho por nós dois, e me dá muita força.

É comum vocês viajarem de madrugada sozinhos, como estava o Pedro quando se acidentou? A gente nunca anda sozinho, sempre está acompanhado. Aquela viagem do Pedro foi um fato isolado. De Goiânia, onde mora, para Uberlândia, onde fizemos show horas antes do acidente, o Pedro viajou acompanhado do nosso sócio no escritório, o Doriva Lobo. Mas ele voltou sozinho para Goiânia, sem avisar ninguém, e dormiu no volante. A gente ainda não perguntou nada a ele sobre essa decisão de viajar sozinho de madrugada, porque estamos num momento de comemorar e de focar na recuperação dele. Quando ele tiver confortável para falar, vai falar.

E um novo disco, já está nos planos da dupla? Sim. Na verdade, a gente estava entrando em estúdio quando o Pedro sofreu o acidente. Eu gravei duas faixas, das cerca dez que a gente tinha escolhido, uma mais romântica e uma para cima, essas presepadas que a galera gosta (risos). A ideia era lançar o trabalho – ainda não decidimos se vai ser CD ou DVD – em maio. O projeto ainda não tem nome. O incrível é que o Pedro lembra das músicas que selecionamos. A memória musical dele é incrível.

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