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Pattinson surpreende com dois filmes em cartaz em Cannes

Ator famoso como o vampiro Edward Cullen, da saga 'Crepúsculo' está em ‘Maps to the Stars’, de David Cronenberg, e ‘The Rover’, de David Michôd

Por Mariane Morisawa, de Cannes 19 Maio 2014, 22h34

Até menos de dois anos atrás, Robert Pattinson era apenas o vampiro Edward Cullen de Crepúsculo. Apesar de ser muito criticado por suas fracas interpretações, ele sempre deixou claro que queria mesmo era ser um ator sério e deixar a saga para trás. Pois bem: Pattinson está em dois longas-metragens do 67º Festival de Cannes – Maps to the Stars, em nova parceria com o canadense David Cronenberg (os dois trabalharam juntos em Cosmópolis), e The Rover, um drama futurista de David Michôd -, e seu desempenho vai surpreender seus detratores.

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Maps to the Stars, que concorre à Palma de Ouro, provocou gargalhadas com sua sátira da vida em Los Angeles. O roteiro original de Bruce Wagner capta, com humor negro, a alma de uma cidade que gira em torno de uma única indústria. Pattinson vive um aspirante a ator e escritor – como 90% da população da cidade – que, enquanto não vê sua carreira decolar, trabalha em um serviço de limusine. Uma de suas clientes é Agatha Weiss (Mia Wasikowska), que está na cidade para “visitar sua família”. Ela logo consegue um emprego como assistente da estrela em decadência Havana Segrand (Julianne Moore), desesperada para interpretar a própria mãe numa biografia. Enquanto isso, seu terapeuta, Dr. Stafford Weiss (John Cusack), e sua mulher, Christina (Olivia Williams), lidam com o sucesso do filho, Benjie (Evan Bird, ótimo), um astro da televisão que virou um pestinha e parece criado à imagem e semelhança de Justin Bieber.

“Eu disse ‘sim’ a David antes mesmo de ler o roteiro. Gosto de fazer parte de seu mundo e me sinto muito à vontade lá”, disse Pattinson na coletiva de imprensa na manhã desta segunda-feira. O ator conta com pouco espaço no filme, mas chama atenção uma cena de sexo dentro no carro com Julianne Moore. Em Cosmópolis, ele também rodou uma cena de sexo no carro, com Juliette Binoche. Provocado a comparar as duas, brincou: “Ambas são nota 7!”. Julianne Moore, por sua vez, tem espaço de sobra para brilhar e é a mais forte candidata até agora ao troféu de melhor atriz.

The Rover – Na mostra Midnight Projections, Pattinson apresentou The Rover, segundo longa-metragem do australiano David Michôd (de Reino Animal, de 2010). E aí surpreendeu, mostrando que pode ser mais ator do que todo o mundo pensava ao interpretar Rey, um rapaz cheio de tiques e problemas mentais. O cenário é uma Austrália pós-apocalíptica à mercê de gangues como aquela integrada por Henry (Scoot McNairy). Depois de um assalto que dá errado, Rey é deixado para trás, ferido, e acaba virando braço direito de Eric (Guy Pearce, ótimo). Como Pattinson, Rey também acaba demonstrando ser bem mais capaz do que aparenta. The Rover fez certo barulho no festival e é mesmo um bom segundo filme.

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