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Paris se transforma em capital do design internacional

Por Por Ana María Echeverría
13 set 2011, 15h44

Decoração com materiais naturais, desenhos futuristas, em cores fluorescentes: Paris converteu-se, nesta semana, na capital do desenho mundial, revelando novas tendências, ainda marcadas pela reciclagem.

Com uma centena de atividades em seis pontos da capital, destinadas ao público e com uma gigantesca feira profissional batizada Maison et Objet (Casa e Objeto), com as apresentação de peças de milhares de profissionais, a primeira semana parisiense do desenho (12-18 de setembro) está sendo vista, também, como uma grande festa e celebração da arte contemporânea.

Murais elaborados com plantas e flores, móveis insólitos, trabalhados com raízes ou madeira, sofisticadas lâmpadas elaboradas com materiais reciclados, como sacos de lixo: Paris confronta o luxo absoluto com a exasperação ante o desperdício.

Segundo Vincent Grégoire, da empresa Nelly Rodi, que estuda as novas tendências da moda e do design, embora muitos consumidores “prossigam interessados em objetos ecológicos”, fabricados com “materiais naturais”, há também muitos que se dizem “fartos” disso.

“Querem objetos futuristas, produtos novos, excitantes”, explica Grégoire, para quem o contexto econômico difícil pesa sobre consumidores incertos em relação ao futuro.

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Mas, talvez por isso mesmo, os expositores querem levantar os ânimos, e se aventuram com cores excitantes, como o azul elétrico, o rosa quente, o verde-limão, além de tons de laranjas e amarelos fluorescentes.

Embora predomine na decoração de interiores o branco e o preto – elegância suprema -, os tons cinzentos e as cores neutras podem ser comprovadas ao visitar o imenso Salão Casa e Objeto, em Villepinte, na periferia de Paris.

Esta grande feira internacional está destinada, a princípio, exclusivamente, aos profissionais do setor. Mas a semana parisiense do desenho – semelhante à que se celebra em Milão, Tóquio, Berlim e Londres – pretende ser “manifestação popular”, dirigida ao grande público.

Estão presentes expoentes internacionais, como Baccarat, Cinna, Cappelini, Blanc + Blum, Poltrona Frau.

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Há também espaço para artistas menos famosos, que expõem em galerias de arte e em salas do Marais, ou nos Champs Elysées e em Saint-Germain-des-Près, onde até restaurantes e pastelarias mostram novos ‘décors’.

Um estilista independente, Adrien de Melo, de 32 anos – tem no currículo a decoração do espaço cultural Luis Vuitton -, propõe na galeria BSL do Marais seis peças de mobiliário em ônix, madeira rara e aço.

O interesse pela arte do reciclado chega ao auge com Anne Lisle Amilil-Bouché e Alice Macé, premiadas no concurso Jovens Criadores organizado pelas Oficinas de Arte da França, com produtos de seu trabalho de “construção-reconstrução”.

A tendência prossegue forte no design contemporâneo, com ebanistas que constroem móveis a partir de velhas janelas, como Damien Hamon, que “gosta de ouvir as histórias contadas desses antigos objetos, para criar uma nova peça”, e Elise Fouin, que recupera jornais velhos para as suas criações.

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“Não é que eu seja uma militante da ecologia, é mais o encontro com a matéria e a lógica da recuperação, da reciclagem, o que me interessa”, disse Elise.

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