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Para ator, ‘Revenge’ deveria ter só mais uma temporada

De passagem por São Paulo para divulgar a série e uma marca de roupas, Joshua Bowman afirma que esticar o roteiro pode tornar a história 'ridícula'

Por Da Redação 28 nov 2013, 15h05

Ser pago para desprezar a própria namorada parece uma função estranha, mas é a diversão de Joshua Bowman, o Daniel Grayson da série Revenge. Na terceira temporada, exibida pela Sony todas as quartas-feiras, às 22 horas, seu personagem anda em uma fase ruim com a noiva Amanda/Emily, interpretada pela namorada da vida real, Emily VanCamp – temporada, que, para ele, poderia ser a penúltima.

“Honestamente? Acho que quatro temporadas seria bom para dizerem ‘Vamos seguir em frente’ (e cada um tocar seus novos projetos). Até poderia ter cinco ou seis, mas acho que não dá para ir adiante sem deixar a história ridícula”, opina ele, que passa nove meses por ano dedicado a Revenge. Bowman garante não ser assediado para outras produções no tempo livre. “Eu não recebo convites. Quando terminamos, não tenho muito tempo livre. Tenho dois meses no verão. Prefiro dormir, tirar umas férias ou ir para casa, em Londres.”

‘Revenge’ e ‘Cougar Town’ passam pela troca de produtores

Com romances com Amy Winehouse (1983-2011) e Milley Cyrus no currículo, o britânico pede para não falar de vida afetiva. Entretanto, afirma gostar de trabalhar ao lado da namorada. “Não quero falar sobre relacionamentos, mas é muito bom.”

Na atração, Daniel é o elemento essencial para a vendeta de Amanda, disfarçada de Emily. Ela quer se casar com o playboy para dar continuidade ao plano de se vingar dos sogros, que, no passado, foram responsáveis pela prisão de seu pai, que foi assassinado no cárcere. Recentemente, Bowman sugeriu que seu personagem deveria morrer. A declaração soou para muitos como um desejo de pedir demissão. “É besteira. Virou algo que não era para ser. O que quis dizer é que, do ponto de vista de personagem, gostaria que ele morresse. Acho que Daniel deveria ser sacrificado, pois ele é julgado por tudo o que aconteceu com seus pais. Não quero sair. Adoro trabalhar lá e amo meus colegas”, minimiza.

“Adoro fazer o lado mau do meu personagem, é mais prazeroso. E essa é a pegada da série, em que todos dizem �’Eu te amo, mas quero muito te matar’�. É por isso que é divertido”, disse à reportagem em sua rápida passagem por São Paulo para divulgar a série e uma marca de roupas.

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Reviravolta — Segundo o ator, Daniel terá menos importância na vingança de Emily. “Não posso dar detalhes, porém, basicamente, vai ficar mais difícil para ela. Ele não vai ter esse elo com os Grayson para sempre. E o vilão será cada vez mais o pai dele”, revela. Bowman conta que o personagem se transformará mais ao perceber as maracutaias da família.

“Geralmente, não queremos ser como nossos pais. Nesse universo de Revenge, ele foi envolvido em atos horríveis dos pais e quer se proteger. Para isso, ficou uma pessoa nervosa. Ele precisa ser esperto e não confiar em ninguém. Antes, ele era amável. Agora, ele está virando o que não queria”, analisa.

Os mistérios da série são revelados aos poucos para o elenco, que não recebe os roteiros de uma vez só. “Isso tornaria o trabalho muito mais fácil. A coisa mais difícil de trabalhar em TV é não saber o que vai acontecer. Sempre tem alguma coisa mudando e isso é bom. Você pode tentar algo novo, se der errado. Recebemos episódio por episódio, dois dias antes de gravarmos. Esta temporada está diferente, pois produtores e roteiristas nos incentivam a dar opinião, o que não acontecia antes. Fico feliz por isso, temos mais voz.”

‘Avenida Brasil’ usa truque de ‘Revenge’

O ator desconhece a novela Avenida Brasil, em que a história da protagonista se assemelha à da série. “Nunca ouvi falar. Vou procurar. Na Espanha, estão fazendo algo similar a Revenge. Vocês brasileiros são considerados latinos? Você são entusiastas das novelas. Talvez queiram ver a paixão no sangue, esse espírito para briga”, filosofa o britânico, que diz gostar do país.

“Sou fã do futebol, adoro a comida. As pessoas são amigáveis, abrem os braços para você. Fico muito feliz em beber cachaça com limão e açúcar. Gosto de picanha, arroz e feijão. Meu Deus, não há almoço melhor! Vou ao Rio, também. Quero ir à favelas para ver a verdadeira cultura do Brasil, ir ao Cristo e a uma escola de samba”, diz ele. E vai causar furor nas areias cariocas: “Devo ir à praia, se fizer sol”.

(Com Estadão Conteúdo)

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