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Pandemia pode afetar cachê de artistas em 2021, diz líder mundial de shows

Para se proteger das incertezas da crise, a Live Nation, maior promotora do entretenimento ao vivo, planeja transferir riscos a talentos e agências

Por Redação Atualizado em 18 jun 2020, 18h03 - Publicado em 18 jun 2020, 17h55

A pandemia de coronavírus atingiu em cheio a indústria cultural, e os efeitos da crise sobre os artistas parecem estar longe do fim. Em comunicado à revista Variety, a Live Nation anunciou que implementará mudanças significativas em sua política de shows e festivais para 2021. Com as mudanças, a maior parte dos riscos financeiros atrelados aos eventos devem ser transferidos da empresa para o artistas e agências.

Líder mundial no ramo do entretenimento ao vivo, a empresa está por trás de grande parte das turnês musicais que rodam o mundo, e as mudanças devem afetar de maneira significativa todo o setor. Uma fonte próxima informou à Variety que o comunicado divulgado nesta quinta-feira, 18, é o primeiro passo para a renegociação de contratos para o período pós-pandemia.

“Estamos em tempos sem precedentes e devemos responder adequadamente à mudança na demanda do mercado, ao aumento exponencial de certos custos e ao aumento geral da incerteza que afeta materialmente nossa missão”, informa o documento.

Entre as mudanças apontadas, destaca-se a redução em 20% na garantia assegurada aos artistas, e a prerrogativa de que receberão apenas 25% do valor caso haja cancelamento por baixa vendagem. A promotora fica ainda isenta de pagar a taxa aos cantores em caso de cancelamentos por motivos de “força maior”, incluindo situações semelhantes à da pandemia de coronavírus, nestes casos, cabe aos artistas também a responsabilidade sobre o seguro de cancelamento. Caso o evento não venha a acontecer por opção, ou necessidade, do artista contratado, este terá de pagar à Live Nation duas vezes o valor do cachê combinado.

 

 

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