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Outro Calaf: melhor bar com música ao vivo em Brasília

Axé, rock alternativo, forró, funk... Cabe de tudo na agenda musical iniciada há mais de uma década com uma roda de samba

Por Mirela Mazzola Atualizado em 31 ago 2017, 21h13 - Publicado em 19 ago 2017, 02h00

A música chegou devagar e aos poucos transformou o Calaf, em outros tempos um restaurante de comida espanhola, em uma das principais referências da cidade para apresentações ao vivo. O proprietário, Venceslau Calaf, gaúcho de ascendência catalã, servia almoço no primeiro ponto, a poucos metros do atual, no Setor Bancário Sul. Aos sábados, dia de feijoada, amigos e clientes sentiam falta de um sambinha ao vivo para coroar a tradição. Começou assim, despretensiosamente, a agenda musical que hoje ocupa quase todas as noites da semana. Nomes de projeção nacional, como Karina Buhr e Dona Onete, já subiram ao palco, com porte e estrutura adequados a shows maiores desde a mudança para o novo endereço, em 2014. A casa também aposta em atrações residentes, algumas com dez anos na programação — como o Adora-Roda, grupo de samba que se apresenta às terças. Às quartas, o coletivo de DJs Moranga, comanda há três anos a trilha sonora de rock alternativo. Na quinta, predomina o funk, também mecânico. No sábado há samba ao vivo e no domingo alternam-se forró e axé. Quem não se arrisca na pista, com tablado para dançar gafieira, curte o som na companhia de cervejas Heineken e Original (R$ 13,00 a garrafa). O cardápio de comes lista quibes e coxinhas, vendidos por unidade (R$ 8,00 cada um), e paellas (R$ 80,00, para dois), sinal de que a herança catalã ainda dá samba.

SBS 2, bloco Q, lojas 5 e 6 (Edifício João Saad), (61) 3322-9581 (900 lugares). Entrada: R$ 18,00 a R$ 30,00. 12h/15h e 22h/3h (ter. jantar a partir das 20h; sáb. 12h/23h; dom. 16h/1h, fecha seg. no jantar). Aberto em 1990.

  • 2º Lugar – Pinella

    Um dos endereços mais badalados da noite da 408 Norte, o Pinella de hoje em nada se parece com o bistrô inaugurado há cinco anos. Em pouco tempo, as sócias Flávia Attuch e Marta Liuzzi perceberam a vocação boêmia da casa e a transformaram em um bar. O ambiente atual se divide entre a área externa, tomada por mesas, e um salão apertadinho, onde ficam o balcão de drinques e as geladeiras de cerveja. Em noites de maior movimento, muitos preferem pegar a bebida direto no balcão e ficar em pé. Para azarar, é consenso que na sexta há mais chances de sucesso — nessa noite, das 19 às 23 horas, um DJ comanda a trilha sonora movida a brasilidades, de forró a rock nacional. Também com som mecânico, a casa investe em rock na segunda, clássicos do vinil na quinta e flashback no sábado. O couvert artístico, que custa R$ 8,00, sobe para R$ 12,00 às terças e quartas, quando se apresentam um trio de jazz e atrações de MPB. Entre uma troca de olhares e outra, o público na faixa dos 30 e poucos anos pede cerveja Heineken (R$ 12,00) ou ainda um dos rótulos especiais da carta, a exemplo da APA brasiliense Bispo Beer (R$ 30,00, 500 mililitros). Na lista de drinques preparados pelo bartender Marcelo Apolinário, há sempre um com preço promocional, como o daiquiri de cranberry (R$ 18,00). Também são boas pedidas o bloody mary (R$ 20,00) e o refrescante gingito, mistura de gim, água tônica, gengibre, suco de limão, xarope de açúcar e folhas de hortelã (R$ 22,00). Na hora da fome, dá para pedir porções e sanduíches, caso do amélia, com frango defumado, cebola caramelada, mostarda e alface-americana na baguete (R$ 28,00).

    CLN 408, bloco B, lojas 18 e 20, (61) 3347-8334 (120 lugares). 17h/1h (qui. a sáb. até 2h; fecha dom.). Aberto em 2012.

     

    3º Lugar – Clube do Choro

    Projetada por Oscar Niemeyer e inaugurada há quatro décadas, a casa é o templo do chorinho na cidade, com shows com ingressos a R$ 40,00. Enquanto os artistas se apresentam, a clientela se refresca com caipirosca de limão (R$ 14,90) e garrafas long neck de cervejas Original (R$ 9,50) e Stella Artois (R$ 9,90). Aos sábados, o ritmo muda. É dia de feijoada (R$ 39,90) com samba, e o couvert artístico custa R$ 7,50.

    SDC, lote 3, Eixo Monumental. (61) 3224-0599 (400 lugares) 20h/0h (sáb. também almoço 12h/17h; fecha dom. e seg). Aberto em 1977.

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