Os trabalhos de Gracindo Jr. com o pai, Paulo Gracindo, na televisão
Ator morreu nesta terça-feira, 1º, aos 83 anos
Gracindo Jr., que morreu nesta terça-feira, 1º, aos 83 anos, construiu uma carreira própria no teatro, na televisão e no cinema, mas teve no pai, Paulo Gracindo (1911-1995), um parceiro em momentos importantes da sua trajetória artística. Os dois estiveram juntos em produções que hoje fazem parte da história da teledramaturgia brasileira.
O primeiro encontro na televisão aconteceu em A Rainha Louca, de 1967, novela da TV Globo que marcou a estreia de Paulo Gracindo na emissora. Gracindo Júnior já integrava o elenco desde os primeiros anos do canal. Em O Bem-Amado (1973), de Dias Gomes, os dois voltaram a trabalhar juntos. Enquanto Paulo Gracindo vivia o inesquecível prefeito Odorico Paraguaçu, o filho interpretava Jairo Portela. No mesmo ano, eles também estiveram em Os Ossos do Barão, de Jorge Andrade.
Mas foi em O Casarão (1976) que a parceria ganhou um significado especial. Pai e filho interpretaram o mesmo personagem, João Maciel, em fases diferentes da vida.
A relação dos dois também chegou aos palcos. Em 1980, Gracindo Jr. escreveu, dirigiu e produziu Paulo Gracindo, Meu Pai, espetáculo criado em homenagem aos 50 anos de carreira do ator. Paulo participou da montagem, que explorava a relação profissional e afetiva entre os dois.
Ao relembrar a influência do pai, Gracindo Jr. destacou que a principal lição que levou para a carreira foi a responsabilidade com o trabalho. “Meu pai trabalhou 65 anos e nunca me lembro dele não tendo feito sucesso”, afirmou em depoimento ao Memória Globo.
(Agora a coluna GENTE também está no Instagram. Siga o perfil @veja.gente)






