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Os momentos mais curiosos da Rio-2016

De mensagem ecológica a piscina verde, os Jogos Olímpicos estão sendo recheados de causos inusitados

Por Da redação - Atualizado em 18 ago 2016, 21h07 - Publicado em 18 ago 2016, 19h14

A poucos dias do encerramento dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, já é possível fazer um balanço dos momentos mais curiosos da competição. De atletas que aproveitaram suas apresentações para chamar a atenção para causas importantes à piscina verde do Parque Aquático Maria Lenk, a Rio-2016 foi recheada de casos inusitados. Relembre alguns na lista abaixo:

Dançando pelo meio ambiente

O público estranhou quando o levantador de peso da República de Kiribati David Katoatau começou a dançar após soltar o haltere, na segunda-feira (15). A dancinha, porém, tinha uma causa nobre: chamar atenção para as mudanças climáticas, que podem afetar o país de onde vem o atleta, composto de diversas ilhas. “A maior parte das pessoas não sabe onde fica o Kiribati. Quero que elas saibam mais sobre nós, então uso o levantamento de peso e a minha dança para mostrar ao mundo. Escrevi uma carta aberta no ano passado para contar sobre todas as casas perdidas por causa do aumento do nível do mar. Não sei quantos anos temos antes de tudo ser afundado”, disse Katoatau à agência Reuters.

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Piscina verde

Dupla inglesa de saltos ornamentais sincronizados competem pela Rio 2016 no Centro Aquático Maria Lenk, no Rio de Janeiro
Água esverdeada foi causada por proliferação inesperada de algas na piscina de saltos Michael Dalder/Reuters

A água de uma das piscinas do Parque Aquático Maria Lenk, no Parque Olímpico da Barra da Tijuca, mudou de transparente para verde em poucas horas no último dia 9. A cor da piscina intrigou atletas e público, até que o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos revelou que era tudo culpa da proliferação inesperada de algas no local, problema agravado pela ausência de ventos na região do Maria Lenk. Dias depois, outra piscina começou a ficar com a água verde. Apesar da estranha cor, as piscinas foram consideradas seguras para as competições, que continuaram a acontecer. A água das duas também foi trocada, poucos dias depois.

 

Cavalo dançarino

Cavaleiro espanhol Severo Jesus Jurado Lopez e seu cavalo Lorenzo, durante sessão de treinos no Rio de Janeiro

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Outra dança que chamou atenção na Rio-2016 foi a do cavalo Lorenzo, que ensaiou alguns passou ao som de Smooth, canção de Rob Thomas e da banda Santana, durante a prova de adestramento individual, na segunda (15). O espanhol Severo Jesus Jurado Lopez e Lorenzo não ganharam nenhuma medalha na competição, ficando em quinto lugar. Mas o público adorou.

 

Celular para todas as horas, todas mesmo 

O público da competição de esgrima, no domingo (14), acompanhou um momento inusitado: a aparente queda de um aparelho celular do bolso traseiro do uniforme do atleta francês Enzo Lefort. Ele enfrentava o rival alemão Peter Joppich quando o smartphone caiu do seu bolso e foi ao chão. Lefort chegou a ser vaiado pela plateia ao tentar chutar o objeto para fora da arena, antes de finalmente entregá-lo a alguém da organização para guardar o aparelho.

 

Dedinho da sorte

O nadador canadense Santo Condorelli

O nadador Santo Condorelli, da delegação do Canadá, foi notado por um hábito no mínimo estranho, o de mostrar o dedo do meio para seu pai antes de cada competição. Em entrevista ao site do jornal New York Daily News, o pai do atleta, Joseph Condorelli, afirmou que o gesto é repetido entre pai e filho há anos e que serve para que o nadador tenha mais autoconfiança. O pai começou a mostrar o dedo do meio ao filho quando ele tinha 8 anos e precisava de um incentivo para vencer nadadores mais velhos. “Acabou se tornando um bom ritual entre a gente”, disse Condorelli.

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Imposto sobre a vitória

O nadador americano Michael Phelps, conquista medalha de ouro, nos 200m medley - 11/08/2016

Ganhar medalhas não e só alegria. Ao menos para os atletas americanos, que precisam pagar impostos sobre os prêmios que recebem, segundo reportagem do site da BBC. O comitê olímpico dos Estados Unidos dá prêmios em dinheiro a seus atletas que ganham ouro (25.000 dólares, ou 80.000 reais, aproximadamente), prata (15.000 dólares, cerca de 48.000 reais) ou bronze (10.000 dólares, ou 32.000 reais). O valor que cada competidor deve pagar varia de acordo com sua faixa tributária.

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