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Obras de Andy Warhol são descobertas em disquetes

Quadros famosos do artista ganharam leitura digital feita por ele em um computador Amiga 1000, em 1985

Por Da Redação 25 abr 2014, 10h59

A lata de sopa Campbell ou o rosto de Marilyn Monroe, que inspiraram as obras mais famosas de pintor Andy Warhol, ganharam nova forma em uma dúzia de desenhos e fotografias que o artista criou há quase 30 anos em um computador e que até hoje permaneciam inéditas, escondidos em antigos disquetes.

O museu Andy Warhol, situado na cidade natal do artista, em Pittsburgh na Pensilvânia, Estados Unidos, revelou na quinta-feira uma série de trabalhos que a maior figura do movimento de pop art desenhou em 1985. As obras foram feitas em um computador Commodore Amiga 1000 e não tinham sido divulgados por causa da dificuldade em ler o conteúdo dos disquetes.

Em 2013, membros da equipe de informática da Universidade Carnegie Mellon (CMU) realizaram um complexo projeto para recuperar as imagens, armazenadas em um formato obsoleto de disquetes que faziam parte dos arquivos da Coleção Warhol desde 1994.

Entre os resultados está a imagem de uma Vênus com três olhos, uma lata de Campbell traçada por um programa do computador e um retrato de Debbie Harry, a vocalista do grupo musical Blondie. O retrato da artista já era conhecido e serviu como base de uma obra do artista.

Warhol produziu os trabalhos depois de assinar um contrato com a Commodore International. A empresa pagou para ele mostrar a capacidade de seu computador para as artes gráficas, conforme informou o museu Andy Warhol em comunicado.

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As imagens devolvem ao espectador o início da era da informática, em que Warhol e outros exploravam as tecnologias tão onipresentes hoje, conforme explicou o arquivista chefe do Museu Andy Warhol, Matt Wrbican.

“Nas imagens, vemos um artista maduro que tinha passado cinquenta anos desenvolvendo uma coordenação específica entre o olho e a mão, e que, de repente, lida com a estranha nova sensação de ter um mouse em sua mão, a alguns centímetros da tela. Sem dúvida, tinha que resistir à tentação de tocar a tela”, acrescentou Wrbican.

O projeto de recuperação dos arquivos começou em 2011, quando Cory Arcangel, um fã da obra de Warhol, descobriu um vídeo no YouTube no qual o artista utilizava o computador Amiga 1000 para desenhar o retrato de Debbie Harry. Arcangel entrou em contato com Tina Kukielski, do Carnegie Museum of Art e, em parceria com o Museu Andy Warhol, começou a examinar os disquetes em março de 2013.

O resultado faz parte do projeto A Fotografia Invisível do Carnegie Museum of Art de Pittsburgh, que pesquisa o mundo da fotografia através de imagens escondidas, inacessíveis e de difícil acesso.

https://youtube.com/watch?v=3oqUd8utr14

(Com agência EFE)

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