O que levou Rosewood São Paulo a ser eleito melhor hotel da América Latina
Diretora-geral Marie-Berengere Chapoton fala sobre salto de 18 posições em ranking mundial
O Rosewood São Paulo alcançou o sexto lugar no ranking The World’s 50 Best Hotels e foi eleito o melhor hotel da América Latina, depois de saltar 18 posições em relação ao ano passado. Para Marie-Berengere Chapoton, diretora-geral da propriedade, o avanço não pode ser explicado por uma única mudança, mas pelo aprimoramento de diferentes aspectos da experiência oferecida aos hóspedes. “Esse reconhecimento é o resultado de centenas de pequenas decisões tomadas diariamente por uma equipe que compartilha a mesma ambição: oferecer uma experiência verdadeiramente extraordinária”, afirmou à coluna GENTE.
Entre os principais investimentos, a executiva destaca a formação dos funcionários e a personalização do atendimento. “Uma suíte pode ser bonita, um restaurante pode ser premiado, mas o que permanece na memória de um hóspede é a forma como ele foi recebido, compreendido e surpreendido”, disse. Segundo Marie-Berengere, o hotel procura profissionais com “curiosidade, empatia, sensibilidade e um desejo genuíno de servir” e evita um modelo de hospitalidade engessado.
Outro fator apontado pela diretora é a aposta na identidade brasileira. Instalado no Complexo Cidade Matarazzo, o Rosewood reúne arquitetura de nomes como Jean Nouvel e Philippe Starck, mais de 450 obras de arte comissionadas, programação cultural, gastronomia e spa. “O Rosewood São Paulo foi concebido como uma celebração do Brasil”, afirmou. “Aqui, o Brasil está em todos os detalhes. Está na arte, na arquitetura, na gastronomia, no artesanato, na música, nos ingredientes servidos à mesa e nas histórias compartilhadas pelos nossos associados e parceiros.”
Apesar da escalada no ranking, Marie-Berengere afirma que o objetivo não é perseguir novas posições. Às vésperas de completar cinco anos de operação, o hotel planeja ampliar a programação artística, as experiências gastronômicas e de bem-estar e iniciativas ligadas à sustentabilidade. “Os rankings são consequência do trabalho realizado diariamente. O que nos move é a vontade constante de evoluir e continuar oferecendo algo relevante para hóspedes, visitantes e para a própria cidade”, afirmou.
O avanço do Rosewood também mexeu com a posição de outro ícone da hotelaria brasileira. O Copacabana Palace, inaugurado em 1923 e há mais de um século instalado de frente para a praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, caiu do 11º para o 29º lugar no The World’s 50 Best Hotels. Administrado pela Belmond, o Copa atravessa atualmente uma nova fase de reformas, que inclui a renovação de sua tradicional ala da piscina. Mesmo com a queda de 18 posições, permanece como um dos dois únicos hotéis brasileiros entre os 50 melhores do mundo em 2026.
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