O que a saída de Joanna de Assis da Globo expõe sobre cobertura esportiva
Repórter deixou emissora após duas décadas
A demissão de Joanna de Assis da Globo, após duas décadas na emissora, resgatou o debate sobre o espaço destinado às mulheres com mais de 40 anos no jornalismo esportivo. A apresentadora, que comandava o Tá On, no SporTV, deixou a empresa nesta semana, em meio a mudanças na programação.
O caso, no entanto, chama atenção quando colocado ao lado de outras demissões recentes. Em 2024, Larissa Erthal deixou a Record. Um ano depois, foi a vez de Fabíola Andrade ser dispensada da Globo/SporTV. As três tem mais de 40 anos e construíram carreiras na cobertura esportiva.
O contraste fica ainda mais evidente com a permanência de homens mais velhos na televisão. No esporte, especialmente no futebol, a experiência masculina costuma ser associada à autoridade e coloca em destaque profissionais com mais de 60 anos. Já entre as mulheres, a maturidade ainda representa um obstáculo à permanência no vídeo.
Joanna, que chegou à Globo em 2006, acumulou coberturas de Copas do Mundo e Jogos Olímpicos, além de ter sido correspondente internacional nos Estados Unidos em 2016. Em março de 2025, assumiu o comando do Tá On, na programação vespertina do SporTV. Ela também fazia parte do rodízio de apresentadores do Globo Esporte SP nos fins de semana.
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