O livro que transformou Augusto Cury em fenômeno da ficção – e tem filme na Netflix
Escritor de autoajuda se aventurou em uma trama sobre esperança que ganhou até adaptação com Dan Stulbach
Um homem está no alto de um edifício, prestes a tirar a própria vida. As autoridades tentam convencê-lo a desistir. Até que um desconhecido maltrapilho rompe o cerco e engaja em uma conversa com ele. Longe de ter respostas prontas, o estranho traz provocações e lhe questiona sobre seus medos, fracassos e desejos. Essa é a abertura do livro O Vendedor de Sonhos: O Chamado, romance lançado por Augusto Cury em 2008 e que fez dele um best-seller não só no filão de autoajuda, mas também no campo da ficção.
Hoje candidato à Presidência da República, Cury, que é psiquiatra e psicólogo, despontou nas livrarias em 2004 com o título Nunca Desista de seus Sonhos – prova de que ele tem um tema favorito. Em O Vendedor de Sonhos, o homem no alto do prédio é Júlio César, um intelectual em crise que é salvo pelo homem misterioso que passa a ser chamado de Mestre. Vivendo à margem da sociedade, ele se apresenta como um “vendedor de sonhos” e começa a reunir ao redor de si personagens igualmente feridos. Entre os diálogos propostos pelo autor, estão os excessos do consumismo e do individualismo, e a obsessão desmedida pelo sucesso. Segundo o psiquiatra, a obra é voltada para um mundo que desaprendeu a sonhar.
Vertido em uma trilogia – seguido por Revolução dos Anônimos e O Semeador de Ideias –, O Vendedor de Sonhos já havia vendido mais de 2,5 milhões de exemplares no país quando, em dezembro de 2016, ganhou uma adaptação para o cinema. A direção ficou a cargo de Jayme Monjardim, com roteiro de L.G. Bayão, com a colaboração do próprio autor. Dan Stulbach assumiu o papel de Júlio César e o uruguaio César Troncoso, o Mestre. A VEJA, na época, Stulbach afirmou que repensou a própria vida no processo. “Refleti sobre as questões escritas pelo Cury, como o vazio, a caminhada, as agonias do dia a dia e os momentos em que pensamos em desistir.” Ele não parou por ali. Muito menos o escritor.






