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O livro que transformou Augusto Cury em fenômeno da ficção – e tem filme na Netflix

Escritor de autoajuda se aventurou em uma trama sobre esperança que ganhou até adaptação com Dan Stulbach

Por Raquel Carneiro Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 31 ago 2026, 17h58 | Atualizado em 1 set 2026, 10h50
O livro que transformou Augusto Cury em fenômeno da ficção – e tem filme na Netflix Priorizar nos meus resultados Google

Um homem está no alto de um edifício, prestes a tirar a própria vida. As autoridades tentam convencê-lo a desistir. Até que um desconhecido maltrapilho rompe o cerco e engaja em uma conversa com ele. Longe de ter respostas prontas, o estranho traz provocações e lhe questiona sobre seus medos, fracassos e desejos. Essa é a abertura do livro O Vendedor de Sonhos: O Chamado, romance lançado por Augusto Cury em 2008 e que fez dele um best-seller não só no filão de autoajuda, mas também no campo da ficção.

Hoje candidato à Presidência da República, Cury, que é psiquiatra e psicólogo, despontou nas livrarias em 2004 com o título Nunca Desista de seus Sonhos – prova de que ele tem um tema favorito. Em O Vendedor de Sonhos, o homem no alto do prédio é Júlio César, um intelectual em crise que é salvo pelo homem misterioso que passa a ser chamado de Mestre. Vivendo à margem da sociedade, ele se apresenta como um “vendedor de sonhos” e começa a reunir ao redor de si personagens igualmente feridos. Entre os diálogos propostos pelo autor, estão os excessos do consumismo e do individualismo, e a obsessão desmedida pelo sucesso. Segundo o psiquiatra, a obra é voltada para um mundo que desaprendeu a sonhar.

Vertido em uma trilogia – seguido por Revolução dos Anônimos e O Semeador de Ideias –, O Vendedor de Sonhos já havia vendido mais de 2,5 milhões de exemplares no país quando, em dezembro de 2016, ganhou uma adaptação para o cinema. A direção ficou a cargo de Jayme Monjardim, com roteiro de L.G. Bayão, com a colaboração do próprio autor. Dan Stulbach assumiu o papel de Júlio César e o uruguaio César Troncoso, o Mestre. A VEJA, na época, Stulbach afirmou que repensou a própria vida no processo. “Refleti sobre as questões escritas pelo Cury, como o vazio, a caminhada, as agonias do dia a dia e os momentos em que pensamos em desistir.” Ele não parou por ali. Muito menos o escritor.

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