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Novos caminhos para o drama em Balaio

Por Da Redação 5 mar 2012, 11h20

Por AE

São Paulo (AE) – A série Prêt-à-Porter surgiu há quase quinze anos dentro do CPT – Centro de Pesquisa Teatral de Antunes Filho como uma promessa do novo. Um lugar de reinventar e testar possibilidades para o teatro e para os intérpretes que o diretor formava ali.

Balaio, montagem que estreia hoje no Sesc Consolação, guarda uma série de coincidências com esse espírito lançado pelo Prêt-à-Porter. À sua semelhança, trata-se de uma junção de cenas curtas – escritas e dirigidas pelos próprios atores.

Terminam por aí, porém, os pontos de contato entre os dois projetos. Concebida por alunos de Antunes Filho, Balaio trilha um caminho estético radicalmente diverso. Em 1998, cansado das interpretações altamente dramáticas, Antunes optava por um caminho de naturalismo absoluto em Prêt-à-Porter. Tratava-se de revelar um ator que surgia no palco como se não estivesse atuando.

Agora, seus jovens pupilos parecem tomados por outro tipo de influência. “Criamos as cenas tendo em mente conceitos como �não-teatro� e fragmentação”, observa Isabel Wilker, atriz de Pai, primeira das três cenas reunidas. Completam a peça A Quadratura do Círculo e Para Narizes Bem Preparados.

A busca por novos caminhos para o drama passa, neste caso, por uma acentuada aproximação com certas manifestações das artes visuais na contemporaneidade: instalações, performances e videoarte. Ainda que cada uma das cenas incorra por temas diferentes, um tom performativo impregna todas elas. Não há diálogos. Tampouco existem personagens a ser interpretados. É assim que quase todo o sentido emana não precisamente do que é dito, mas das imagens construídas para o público. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Balaio – Sesc Consolação – Espaço Beta. Rua Dr. Vila Nova, 245, 3234-3000. Seg. e ter.: 21h. Ingr. R$ 10. Até 3/4.

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