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Novo livro revela vida sexual de Gandhi

Por Da Redação 30 abr 2010, 16h53

Um novo livro sobre Mahatma Gandhi, herói da independência da Índia, revela que seu famoso voto de abstinência sexual não o impedia de dormir com jovens nuas, ao lado das quais testava sua integridade na renúncia ao prazer. Gandhi: Naked Ambition (Gandhi: a Ambição Nua), do historiador britânico Jad Adams, revela a vida de Mohandas Karamchand Gandhi, conhecido como Mahatma (“a grande alma”), a cuja imagem são tradicionalmente associadas uma existência espartana e a resistência aos prazeres mundanos.

O livro acaba de ser publicado no Reino Unido e chegará em breve às livrarias da Índia. O perfil da intimidade de Gandhi, elaborado a partir de seus escritos e dos depoimentos de pessoas próximas, corre o risco de causar sensação em um país onde ele é considerado santo, mais de 60 anos depois da morte. A atitude severa e pouco comum de Gandhi a respeito da sexualidade já era conhecida. Em 1885, ele escreveu um texto no qual afirmava sentir repulsa por ter feito amor com a mulher Kasturba, de 15 anos, no momento em que o pai estava no leito de morte.

Mais tarde, depois de ter tido quatro filhos, proibiu os casais em matrimônio que frequentavam seu ‘ashram’ de ter relações sexuais enquanto estavam no local, e explicava aos maridos que deveriam tomar uma ducha fria em caso de excitação. “Gandhi tem uma sexualidade perfeitamente normal na primeira parte de sua vida. Mas a partir de um momento (1900) decide que é uma boa ideia ser casto. Seis anos mais tarde, faz votos e os coloca em prática”, diz Jad Adam.

Mas, na segunda metade da vida, Gandhi se banhava às vezes com adolescentes, era massageado nu e dividia a cama com uma ou várias seguidoras. Segundo o historiador, não há provas de que ele tenha quebrado os votos de abstinência. “Ele define o sexo de uma maneira tão restrita, pela penetração, que deixa de lado atividades sensuais que muitos qualificariam de sexuais”, ressalta. Adams acredita que Gandhi “esperava que as mulheres o estimulassem sexualmente para poder demonstrar sua resistência”.

(Com agência France-Presse)

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