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No ritmo de ‘Estrelas da Casa’: as ‘boy bands’ que marcaram época no Brasil

Coluna GENTE relembra fenômeno teen que impactou gerações

Por Flávio Monteiro 23 ago 2026, 09h00 | Atualizado em 24 ago 2026, 11h46
No ritmo de ‘Estrelas da Casa’: as ‘boy bands’ que marcaram época no Brasil Priorizar nos meus resultados Google

Prevista para estrear em 25 de agosto, a terceira temporada do reality Estrelas da Casa, da TV Globo, apresenta uma nova-velha roupagem para um formato já conhecido de programas de competição: a criação de uma banda. O último grande reality a apostar em grupos musicais foi o finado SuperStar, em 2016. Desde então, não apenas os realities voltados para bandas entraram em declínio, como a própria ideia de banda perdeu espaço no Brasil. É um fenômeno curioso, sobretudo quando se considera que o país já viveu verdadeiras febres envolvendo grupos musicais nas décadas anteriores, com destaque para um fenômeno específico: as boy bands.

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Diferentemente das tradicionais bandas de rock, as boy bands não buscavam dividir suas funções entre instrumentos no palco. Na verdade, os integrantes se voltavam para uma experiência centrada no canto, no estilo e na dança — embora o grau de participação de cada um em cada aspecto variasse. Formadas por jovens cantores do sexo masculino, essas bandas costumavam ter seus integrantes selecionados a dedo pelos produtores, de modo que cada um se encaixasse em um arquétipo facilmente identificável pelas fãs. Daí surgiam o líder, o sensível, o brincalhão e, talvez o mais famoso de todos, o bad boy.

Para relembrar o fenômeno, a coluna GENTE traz cinco boy bands que marcaram época no Brasil.

Dominó

Considerada a primeira boy band brasileira de grande sucesso, o Dominó foi formado em 1984 pelo apresentador Gugu Liberato. A formação inicial reunia Afonso Nigro, Marcos Quintela, Marcelo Rodrigues e Lenilson dos Santos, e o grupo emplacou hits como Ela Não Gosta de Mim e Ainda Sou Você, que se tornaram presença frequente nos programas de televisão da época. Ao longo de sua história, o Dominó teve diversas formações — uma delas contou, inclusive, com o futuro apresentador Rodrigo Faro.

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Polegar

Vendo o sucesso alcançado pelo Dominó, Gugu também criou o Polegar, quatro anos depois. Em sua formação original, o grupo contava com Alex Gill, Rafael Ilha, Marcelo, Alan Frank e Ricardo Costa e rapidamente conquistou espaço nos programas de auditório da TV, onde tocavam sucessos como Dá Pra Mim e Sou Como Sou. A repercussão comercial foi expressiva: os três primeiros álbuns do grupo venderam cerca de um milhão de cópias. A popularidade foi tamanha que o Polegar chegou ao cinema, integrando o elenco de Uma Escola Atrapalhada, conhecido por ser o último filme com a presença dos Trapalhões.

Br’oz

Já nos anos 2000, a boy band de maior repercussão foi o Br’oz. Formado a partir do reality show Popstars, do SBT, o grupo reunia Matheus Rocha, André Marinho, Jhean Marcell, Oscar Tintel e Filipe Duarte, selecionados entre mais de 34 mil candidatos na edição de 2003 do programa. O quinteto rapidamente explodiu nas paradas com Prometida, que chegou ao topo e se tornou um dos hits marcantes daquela geração. O sucesso, porém, durou pouco: a banda encerrou as atividades em 2005, após pouco mais de dois anos, em meio a questões administrativas. Onze anos depois, os integrantes voltaram aos palcos, mas sem repetir a repercussão alcançada no auge.

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Twister

Formada no final dos anos 1990, a banda Twister marcou uma geração de jovens que cresceu no período. Com Sander Mecca, Leo Richter, Gilson Campos, Luciano Lucca e Aleks Bandera em sua formação, a boy band chegou a ser convidada para abrir o show do *NSYNC, de Justin Timberlake, em 2001. Era o auge do grupo, e poucos imaginavam que a trajetória chegaria ao fim apenas dois anos depois. Com o término da banda, os integrantes seguiram caminhos distintos. Leo Richter permaneceu ligado à música, atuando como produtor musical, enquanto Gilson Campos e Luciano Lucca investiram na carreira sertaneja. Aleks Bandera tornou-se preparador físico. Sander, por sua vez, teve uma trajetória mais conturbada: chegou a cumprir pena por tráfico de drogas e, em 2015, participou da Fazenda.

Fly

Última boy band a alcançar grande repercussão no Brasil, a Banda Fly foi lançada em 2013, formada por Paulo Castagnoli, Caíque Gama e Nathan Barone. Embora o mercado musical já tivesse perdido fôlego para grupos do gênero, os então adolescentes conseguiram conquistar o público nas redes sociais com hits como Cabelos de Algodão e Você Se Foi. Na época, a banda se definia como um grupo que nadava “contra a maré da pegação”, apostando em músicas de teor mais romântico. O grupo interrompeu as atividades em 2016 e retornou no ano seguinte sem Nathan. Em 2019, porém, encerrou novamente as atividades, desta vez de forma definitiva.

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