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No Record Store Day de 2012, a indústria fonográfica finalmente tem o que comemorar

Evento, que começou nos Estados Unidos em 2008, já acontece em vários lugares do mundo e até no Brasil

Por Carol Nogueira 21 abr 2012, 09h15

Criado em 2008 como uma maneira de incentivar as gravadoras independentes, o Record Store Day (dia da loja de disco, em tradução livre) se firma este ano como um dos maiores eventos de música do mundo. Se no início o dia envolvia apenas músicos e bandas indie, ele agora abraça também artistas grandes como Coldplay, Paul McCartney, Katy Perry, Bruce Springsteen e Eddie Vedder (Pearl Jam). E, dos Estados Unidos, onde começou, este sábado se espalha entre Inglaterra, Europa e Brasil.

A cada ano, o evento elege um artista consagrado como embaixador, a quem cabe divulgar o evento. No primeiro ano, foi o Metallica. No ano passado, o músico Ozzy Osbourne e, neste ano, é Iggy Pop. Em todos os países, a ideia é promover o lançamento de discos – a maioria no formato vinil – exclusivos e, geralmente, com edições limitadas, para estimular os fãs das bandas a comprar e colecionar originais em vez de discos piratas e mp3. Neste ano, são mais de 300 lançamentos, que serão vendidos em mais de 2.000 lojas ao redor do mundo. Algumas delas também receberão shows para atrair clientes.

Afinal, há muito a comemorar. Se as vendas de discos estavam em queda livre desde a década passada, após a popularização de iPods, mp3s e downloads ilegais, os bons números do setor em 2011 dão esperanças de que o mercado, se não está se recuperando, pode ao menos estar se estabilizando. Nos Estados Unidos, as vendas totais de discos físicos subiram 1,4% no ano passado, o primeiro aumento desde 2004, graças a lançamentos que venderam muito, como Adele, Lady Gaga e Michael Bublé. Isoladas, as vendas de discos de vinil aumentaram espantosos 39% em 2011, um crescimento bem maior do que o de vendas digitais no mesmo período, que foi de apenas 10%.

E o Record Store Day dá um belo empurrãozinho para que isso aconteça. Segundo números divulgados pelo evento, no ano passado ele foi responsável por um aumento de 8% nas vendas das lojas participantes.

Se, no começo dos anos 2000, eram vendidos mais de 650 milhões de álbuns somente nos Estados Unidos, hoje este número pode chegar à metade. E esse quadro não deve mudar. Mas o mercado pode aprender com iniciativas como o Record Store Day para continuar se mantendo relevante.

Por aqui O Brasil também terá comemorações relacionadas ao Record Store Day. Entre elas, a que foi organizada pelos fundadores da Feira do Vinil, evento itinerante que acontece a cada dois meses na cidade e que, desta vez em edição especial, vai reunir mais de 40 lojas de discos no 80’s Club, em Pinheiros (clique aqui para mais informações). Embora o país ainda ofereça poucos (quase nenhum) lançamento especial para o dia, as lojas deram um “jeitinho” para ter o que oferecer ao consumidor: vão dar descontos e promover trocas de discos.

A Livraria Cultura tem outra proposta interessante. Somente neste sábado, vários músicos circularão pelas unidades da rede indicando discos para os consumidores. Entre esses “vendedores” especiais, estarão Paulo Ricardo, Charles Gavin, Tiê, Barbara Eugênia, Vanguart, Thais Gulin, Ritchie, Cascadura e músicos locais, a depender da cidade. A programação completa está no site.

Veja abaixo alguns bons lançamentos do Record Store Day 2012 lá fora:

Arctic Monkeys – R U Mine?

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Beach House – Lazuli

Bloc Party – She’s Hearing Voices

Garbage – Blood For Poppies/ Battle In Me

Mastodon/ Feist – A Commotion/ Black Tongue

Miles Kane – First Of My Kind

Noel Gallagher’s High Flying Birds – Songs From The Great White North

Sigur Ros – Ekki Mukk

St. Vincent – Krokodil/ Grot

The Flaming Lips and Heady Fwendz

The White Stripes – Hand Springs/ Red Death At 6.14

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