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Netflix anuncia série com entrevista exclusiva de Elize Matsunaga

Produção relembrará o assassinato de Marcos Matsunaga, esquartejado pela esposa, que escondeu o corpo em três malas de viagem

Por Redação Atualizado em 15 jun 2021, 18h18 - Publicado em 15 jun 2021, 13h33

A Netflix anunciou nesta terça-feira, 15, o lançamento da série documental Elize Matsunaga: Era Uma Vez Um Crime, que estreia no dia 8 julho e traz a primeira entrevista de Elize, ré confessa, sobre o assassinato e esquartejamento do marido Marcos Matsunaga, que chocou o Brasil em 2012. “Ainda não sei dizer que tipo de emoção fez eu apertar aquele gatilho”, revela ela no trailer da produção.

No vídeo liberado, Elize aparece revendo fotos do casamento e diz que o marido era muito carinhoso. “Eu gostava verdadeiramente de estar ao lado dele”, alega a assassina. Em outra passagem, a mulher declara que temia o companheiro “meu medo maior era quando ele falava que eu estava louca e que iria me internar”.

Confira o trailer:

Além da entrevista inédita da ré confessa, a produção rememora a infância de Elize, os conflitos do casal e  detalhes que sucederam o assassinato brutal, como tentativas de acobertamento, a confissão do crime, a prisão, o julgamento e saídas temporárias, essas acompanhadas pela equipe de filmagem. Familiares e amigos de Elize e da vítima também participam da série, assim como jornalistas, advogados de defesa e acusação e peritos criminais que acompanharam a investigação.

Conforme o indica o trailer, a produção pretende expor uma batalha de versões, com argumentos que discutem sobre a possibilidade de um crime passional, defendido pela defesa, ou de um assassinato premeditado por interesses financeiros, tese da acusação que triunfou no julgamento de 2016, que condenou Elize a quase 20 anos de prisão por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, pena posteriormente recalculada para 18 anos e nove meses em razão do tempo já cumprido na prisão e trabalhos realizados na penitenciária.

  • O Caso

    Marcos Kitano Matsunaga foi assassinado com um tiro à queima-roupa da esposa, que acertou sua cabeça, durante uma briga do casal motivada pelas traições da vítima. Depois do disparo, Elize esquartejou o corpo e deixou o apartamento com os restos mortais do marido separados em três malas de viagem.

    As investigações do desaparecimento revelaram o corpo e levaram a polícia até a esposa do empresário, condenada em 2016 a 19 anos e 11 meses pelo crime. A pena máxima prevista era de 33 anos de reclusão, mas o Conselho de Sentença eliminou duas das três qualificadoras no homicídio – motivo torpe (teria praticado o crime por vingança ou dinheiro) e meio cruel (a vítima ainda estaria viva ao ser esquartejada).

    Apesar de comemorar o entendimento dos jurados, a defesa de Elize considerou a pena alta e recorreu.  Os advogados de defesa tentaram reconstruir o passado humilde da condenada como uma menina que saiu do interior do Paraná e se prostituiu para pagar a faculdade. Sustentando a tese de que ela havia reagido a uma provocação injusta, a defesa abordou questões de violência doméstica. “Nem sempre a violência é física. O olho roxo desaparece; o sentimento, jamais”, afirmou o advogado Luciano Santoro. Anos depois, em 2019, a sentença foi atenuada por conta da confissão do crime, dessa vez para para 16 anos e três meses, que ela cumpre em regime semiaberto.

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