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‘Não escutem políticos idiotas’, diz Gene Simmons, do Kiss, sobre Brasil

Em coletiva de imprensa para divulgação do documentário 'Kisstory', sobre a trajetória da banda, astro do rock alfinetou a gestão da pandemia no país

Por Tamara Nassif Atualizado em 20 jul 2021, 16h10 - Publicado em 20 jul 2021, 14h33

Nesta terça-feira, 20, a célebre banda de rock Kiss realizou uma coletiva de imprensa para divulgação do documentário Kisstory, biografia que narra as cinco décadas de história do grupo. Para um público virtual de mais de 300 pessoas, entre fãs e jornalistas, o co-fundador e baixista Gene Simmons alfinetou a gestão da pandemia na América Latina, em especial no Brasil.

“A situação brasileira é desesperadora, um grande problema, porque misturam política com ciência e, como resultado, se tem um monte de porcaria”, disse o linguarudo do Kiss. “É uma situação seríssima, por favor, se vacinem e não escutem políticos idiotas. Escutem a ciência, e não deixem de se imunizar com duas doses. Muita gente pode morrer porque um político disse que a vacina é de mentira.” Com 71 anos e morador dos Estados Unidos, o astro do rock já está há tempos vacinado.

A banda também divulgou uma nova turnê mundial, a derradeira antes que os astros pendurem no armário os quase vinte quilos de equipamentos que usam em cada show. A VEJA, Simmons respondeu como faz para carregar tanto peso aos 71 anos de idade: “Você tem que ir para a academia todos os dias e parar de comer bolo. Eu amo bolo, cookies, chocolate, toda forma de açúcar. Mas o mais importante é que, se você não beber, não usar drogas e não fumar, você pode ter 71 anos, colocar a mão em frente ao seu rosto e ela não vai tremer.” Por videoconferência, o astro demonstrou a estabilidade nas mãos – de fato, paradinhas – e, com bom humor, disse que todas as partes do corpo funcionam, “aqui em baixo e aqui em cima”.

“Mente sã, corpo são. Quando você chega nos palcos, you rock! Muitos jovens morrem cedo hoje em dia por colocar um monte de porcaria no corpo. É como se fôssemos um carro: se você coloca areia na gasolina, ele morre. Você também. Não coloque porcaria no seu corpo”, acrescentou.

Além do documentário, Simmons aproveitou para comentar sobre um filme a respeito da banda que sairá na Netflix ano que vem. “O projeto é sobre quatro pessoas em Nova York, baseadas em mim, Paul Stanley, Ace Frehley e Peter Criss, que se uniram mesmo sendo completamente diferentes. Até hoje isso é um fato admirável. Mas, mais do que isso, é sobre a cena roqueira de Nova York, que deu origem ao The New York Dolls, aos The Ramones e ao Kiss, a única banda verdadeiramente grande que saiu de lá.”

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Com quatro horas de duração, o documentário Kisstory promete contar a história real da banda, incluindo momentos de tensão nas turnês, uso de drogas e álcool e brigas entre os membros. “Não é coberto de açúcar, tentando passar a imagem de que era tudo mil maravilhas. Queremos mostrar que qualquer jornada tem percalços. Essa é a vida. A nossa honestidade em contar a história real da banda é algo que temos muito orgulho em fazer”, acrescentou Simmons. A biografia será dividida em duas partes e estreia no Brasil em agosto no canal A&E, nos dias 21 e 22, às 22h30.

Confira o trailer abaixo:

 

 

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