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Mostra Cinema e Direitos Humanos vai até domingo em SP

Por Da Redação 12 out 2011, 11h10

Por AE

São Paulo – Já está rolando no Cine Sesc e na Sala Cinemateca a 6.ª Mostra Cinema e Direitos Humanos no América do Sul. Fica em cartaz até domingo, em São Paulo, mas prevê apresentações gratuitas até dia 1.º de novembro nas outras capitais brasileiras, com a exibição de 46 títulos de vários países. Entre os quais alguns inéditos, como “Quem se Importa”, de Mara Mourão, “Céu Sem Eternidade”, de Eliane Caffé, “E a Terra se Fez Verbo”, de Erika Bauer.

Serão apresentadas além de produções inéditas no Brasil, filmes realizados em diferentes países do continente, como Colômbia, Paraguai e Venezuela. A mostra é uma realização da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, com produção da Cinemateca Brasileira.

São títulos escolhidos por seu conteúdo definido, focados na infração ou na defesa de direitos humanos básicos. Um bom exemplo é “Diário de Uma Busca”, de Flávia Castro, que será exibido hoje. O filme fala de uma época em que esses direitos eram violados como parte de uma política de Estado. A diretora recorda sua vida de filha de exilados, passando por vários países, num processo memorialístico que é também testemunho de um tempo ao qual ninguém deseja voltar. Ou quase ninguém.

“Quem se Importa”, de Mara Mourão, também hoje, reúne uma série de 18 “empreendedores sociais”. Gente de boa vontade, que não se conforma com os rumos do mundo e procura torná-lo mais humano e habitável. O filme abriu a mostra, segunda-feira no Cine Sesc, na presença da ministra Maria do Rosário, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos. “A mostra, além de dialogar com o nosso tema é cinematograficamente consistente, composta de ótimos títulos”, disse a ministra, elogiando a curadoria, a cargo de Francisco César Filho.

De fato, a mostra traz também títulos importantes, que já fazem parte da história da cinematografia latino-americana. São os casos dos brasileiros “Bicho de Sete Cabeças”, “Chuvas de Verão” e “Central do Brasil”, e do cubano “Morango e Chocolate”. Filmes que dialogam com os problemas da infância, juventude, de velhice, e denunciam a intolerância contra homossexuais em sociedades fechadas. Ou seja, em quase todas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Cinema e Direitos Humanos – Cinemateca (Largo Sen. Raul Cardoso, 207); Cinesesc (Rua Augusta, 2075), tel. (011) 3087-0500. http://www.cinedireitoshumanos.org.br

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