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Morre Virna Lisi, musa do cinema italiano dos anos 1960

A atriz fez mais de oitenta filmes e chegou a ser considerada uma nova Marilyn Monroe por seu trabalho em Hollywood

Por Da Redação 18 dez 2014, 17h11

A atriz italiana Virna Lisi, uma das musas do cinema da década de 1960, morreu nesta quinta-feira em Roma, aos 78 anos, por causa de um tumor detectado há um mês. De acordo com Corrado Pesci, seu único filho, a diva morreu enquanto dormia. Sua morte acontece um ano e três meses após a morte do homem com quem foi casada por 53 anos, Franco Pesci.

Sobre imagens: As estrelas em Veneza

Ao todo, Virna Lisi fez mais de oitenta filmes, com destaque para Casanova 70 (1965) de Mario Monicelli, Uma Virgem para o Príncipe (1966) de Pasquale Festa Campanile, e A 25ª Hora (1967), seu maior sucesso em Hollywood.

Após cerca de 40 anos de carreira, ela foi consagrada com o prêmio de melhor atriz no Festival de Cinema de Cannes em 1994, por sua interpretação de Catarina de Médici em A Rainha Margot, de Patrice Chéreau. Virna Lisi também foi reconhecida seis vezes pelo Sindicato Nacional dos Jornalistas Cinematográficos Italianos (Sngci) e recebeu duas vezes o David di Donatello.

A morte da estrela foi lamentada pelo ministro da Cultura italiano, Dario Franceschini. “Expresso meus pêsames pela morte de Virna Lisi, atriz de rara beleza, versatilidade e com uma qualidade ainda mais rara: a de manter todos os atributos dentro de uma aura de sobriedade e estilo”, disse.

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Trajetória – Virna Pieralisi, seu verdadeiro nome, nasceu em Ancona, em 8 de novembro de 1937, e se mudou mais tarde para a capital italiana com a família. Entre 1954 e 1956 trabalhou em vários filmes de pouca visibilidade, até ser convidada por Francesco Maselli para ter aquela que seria sua primeira grande oportunidade em La Donna del Giorno (1957). Em 1962, foi contratada por Joseph Losey para o filme Eva, com Jeanne Moreau e Stanley Baker. Logo no ano seguinte, rodou A Tulipa Negra, com Alain Delon.

Foi depois disso que teve sua primeira oportunidade em Hollywood, onde chegou a ser considerada a nova Marilyn Monroe por suas marcantes madeixas loiras. Lá fez Como Matar Sua Esposa (1965), com Jack Lemmon, e Assalto a um Transatlântico (1966), com Frank Sinatra. Com essas produções, Virna passou a formar com Sofia Loren e Claudia Cardinale o trio mais cotado da Itália.

Sua carreira não se limitou ao cinema, tendo passado também pelo teatro e a televisão, nesse último alcançando enorme fama. Em 1969, trabalhou na peça Otello de Enrico Maria Salerno e, anos mais tarde, interpretou à irmã do filósofo Nietzsche em Para Além do Bem e do Mal. Virna alcançou grande reconhecimento por seu trabalho na série de televisão …E la Vita Continua (1984), de Dino Risi, por refletir a evolução de uma família burguesa.

Sua carreira no cinema termina com a diretora Cristina Comencini, com quem trabalhou em Vá Onde Seu Coração Mandar (1996) e em O Mais Belo Dia de Nossas Vidas (2002).

(Com agências EFE e France-Presse)

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