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Morre o artista plástico Nelson Leirner aos 88 anos no Rio

O enterro está marcado para segunda-feira 9

Por Nonato Viegas - 8 mar 2020, 14h29

O artista plástico Nelson Leirner morreu na noite de sábado 7, em casa, no Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio, aos 88 anos, vítima de um infarto. Nelson deixa quatro filhos e dois enteados. O velório está marcado para segunda-feira 9, no Memorial do Carmo, no Caju.

Filho do empresário Isaí Leirner e da escultora Felícia Leirner, o artista plástico nasceu em 16 de janeiro de 1932, em São Paulo. Morou nos Estados Unidos, entre os anos 1947 e 1952, para cursar engenharia têxtil no Lowell Technological Institute, em Massachusetts, mas não concluiu a graduação.

Ao voltar ao Brasil, passou a estudar pintura com o artista espanhol Joan Ponç. Em 1966, fundou a cooperativa de arte Grupo Rex, com Wesley Duke Lee, Geraldo de Barros, Carlos Fajardo, José Resende e Frederico Nasser.

A partir de 1970 passou a representar em suas obras o contexto político, de ditadura, em suas obras. Em 1974, Leirner recebeu um prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) para sua série A Rebelião dos Animais, crítica ao regime.

Nelson Leirner recusou no período convites para participar de duas bienais internacionais de São Paulo.

O artista plástico vivia no Rio havia 23 anos. Mudou-se para a cidade em 1997 e coordenou o curso básico da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Jardim Botânico, até o ano seguinte.

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