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Mocidade e Vai-Vai se destacam na 2ª noite de desfiles

Divas brasileiras são homenageadas pelas favoritas ao título. Tatuapé recebe punição por atraso e Casa Verde não convence. Campeão sai na terça-feira

Por Amábile Reis
15 fev 2015, 06h59

Além de ser palco para grandes espetáculos, o Sambódromo do Anhembi, nesta noite de sábado, também foi passarela para grandes comoções e belas homenagens. Mocidade Alegre e Vai-Vai, favoritas ao título de campeã paulista, trouxeram à avenida a história de duas divas brasileiras e animaram as arquibancadas. As homenagens a Marília Pêra, pela escola do Bairro do Limão, e a Elis Regina, pela do bairro Bexiga, fizeram com que gerações distintas caíssem no samba. Já a Acadêmicos do Tatuapé foi penalizada por atraso e a Império de Casa Verde não convenceu.

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No jogo do baralho, a Gaviões da Fiel lançou a sorte na avenida e bradou: “Quem dá as cartas é o Coringão”, analogia ao apelido do time alvinegro com o curinga. Durante o show, as arquibancadas estavam tão lotadas que tremiam de tanto o público pular. Em um dos acidentes da noite, um sinalizador foi arremessado da arquibancada e caiu perto da comissão de frente da escola. Por sorte, ninguém se feriu. Outra agremiação que sofreu pequenos problemas foi a Vai Vai. Minutos antes de o desfile começar, um dos condutores de guindaste quase derrubou três pessoas. Para piorar, o carro abre-alas teve problemas em se manter em linha reta ao longo da travessia.

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Mesmo assim, a escola do bairro do Bexiga fincou-se como uma das favoritas ao título. Para Ana Hickmann, “a escolha de prestar essa homenagem à Elis Regina foi muito acertada”. Apesar de a agremiação ter iniciado seus trabalhos às 5h da manhã, os espectadores lotavam o Anhembi e se emocionaram com o requinte e a sofisticação dos veículos e fantasias. A Mocidade, atual tricampeã paulista, também prestigiou outra diva brasileira e compete pelo pódio. Marília Pêra admitiu: “Estou muito feliz com a homenagem”. Os destaques estavam nos principais trabalhos da atriz, como os sucessos “Doce Deleite”, “Pixote” e “Pé na Cova”.

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Se na novela Império, Zé Alfredo não sabe o paradeiro de seu diamante, a Unidos de Vila Maria esbanjou com os brilhantes na pista em homenagem às bodas de seus 60 anos. A X-9 Paulistana discursou sobre as águas e as chuvas. Com um timing perfeito, os carnavalescos satirizaram a atual crise hídrica no Estado e fizeram severas críticas sociais, mas o público estava desanimado e a plateia praticamente vazia. A agremiação que lutou muito, mas morreu na praia, foi a Acadêmicos do Tatuapé. A escola, que fez um lindo desfile, foi penalizada por estourar o tempo permitido para passar pela avenida. Com apenas um minuto de atraso, o grupo da Zona Leste deve perder pontos importantes na hora da apuração.

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A Império de Casa Verde não conseguiu consolidar o tema de seu samba-enredo – sonhos e sonhadores – e destoou das concorrentes na segunda noite de desfiles. Ao exagerar nas referências, a agremiação não deixou a mensagem coesa, afinal, houve uma mistura entre personagens de filmes infantis, John Lennon, Chica da Silva, Nelson Mandela etc. Para compensar, os foliões não perderam o samba no pé e a bateria ousou em manobras inteligentes, como no uso de ritmos afros e carros de som com teclados. A apuração que premiará as melhores será realizada na próxima terça-feira. (Com reportagem de Luís Lima)

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