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Mistura de drogas e sedativo matou Philip Seymour Hoffman

Ator utilizou heroína, cocaína, anfetamina e sedativo ao mesmo tempo. Overdose acidental provocou morte, segundo legistas

Por Da Redação 28 fev 2014, 18h56

O ator Philip Seymour Hoffman morreu devido a uma intoxicação por mistura de drogas, incluindo heroína, cocaína, anfetamina e o sedativo e relaxante muscular benzodiazepina. O relatório, divulgado nesta sexta-feira por autoridades da cidade de Nova York, foi publicado no site Entertainment News. Segundo o escritório legista de Nova York, a morte foi considerada acidental.

Hoffman foi encontrado morto no banheiro de seu apartamento, em Manhattan, com uma seringa espetada em seu braço. Durante as investigações, as autoridades encontraram cerca de 50 pacotes de heroína no local.

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Hoffman deu entrada em uma clínica de reabilitação no ano passado, após passar mais de duas décadas sóbrio. Segundo amigos que falaram com o site TMZ, o ator assumiu, no fim do ano passado, que havia voltado a usar heroína e pretendia ficar alguns dias sem a droga, porém já planejava voltar ao vício depois do breve período de abstinência, pois não conseguia parar.

Durante as últimas semanas de vida, Hoffman mostrava um comportamento alterado e aparência suja. Quando um dos amigos perguntou a ele sobre a gravidade da situação, o ator respondeu: “Se eu não parar, eu sei que vou morrer.”

Biografia – Nascido em 23 de julho de 1967, o ator de cinema e teatro e diretor Philip Seymour Hoffman se graduou na Escola da Artes da Universidade de Nova York, em 1989, e fez sua estreia no cinema no filme Triple Bogey on a Par Five Hole, em 1991.

Ao longo de mais de vinte anos de carreira, Hoffman se tornou um ícone dentro do cinema independente, com produções de baixo orçamento e diretores autorais. Sua reputação se consolidou com Boogie Nights: Prazer Sem Limites, de 1997, no papel do técnico de som gay Scotty J., que se apaixona por Dirk Diggler, personagem de Mark Wahlberg.

Sua filmografia também conta com títulos como Patch Adams – O Amor é Contagioso (1998), ao lado de Robin Williams; Ninguém é Perfeito (1999), com Robert De Niro; O Talentoso Ripley (1999), com Matt Damon e Gwyneth Paltrow; Magnólia (1999) e Quase Famosos (2000).

Em 2005, ele deixou os papeis de coadjuvante em filmes com grandes elencos, para se tornar o protagonista em Capote. O voto de confiança do diretor Bennett Miller deu a Hoffman seu primeiro e único Oscar na categoria de melhor ator. Após o triunfo no prêmio da Academia de Hollywood, ele conquistou mais três indicações na categoria de ator coadjuvante. Em 2008, pelo longa Jogos do Poder; em 2009, por Dúvida; e em 2013, por O Mestre.

Sua última atuação foi na trilogia Jogos Vorazes, trabalho que destoa de suas escolhas anteriores, mas que mostra sua capacidade de fazer boas atuações nos mais variados estilos.

‘Boogie Nights: Prazer Sem Limites’ (1997)

No filme Boogie Nights: Prazer Sem Limites, do diretor Paul Thomas Anderson, Philip Seymour Hoffman interpreta o técnico de som gay Scotty J., que se apaixona pelo protagonista Dirk Diggler, personagem de Mark Wahlberg. 

‘Magnólia’ (1999)

Em Magnólia, do cineasta Paul Thomas Anderson, Hoffman fez o papel do enfermeiro Phil Parma, que vê a morte de seu paciente se aproximar enquanto é obrigado a lidar com suas próprias angústias. 

?Quase Famosos’ (2000)

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Em Quase Famosos, Seymour Hoffman interpreta o crítico de rock Lester Bangs, que ajuda o jovem William (Patrick Fugit) a iniciar sua carreira no mundo do jornalismo de entretenimento e conquistar o sonho de trabalhar na revista Rolling Stone

‘Capote’ (2005)

Capote foi um marco na carreira de Philip Seymour Hoffman e rendeu a ele o Oscar e o Globo de Ouro de melhor ator, em 2006. No filme, ele interpreta o escritor americano Truman Capote, durante sua pesquisa para o livro A Sangue Frio

‘A Família Savage’ (2007)

Em A Família Savage, Hoffman interpretou Jon Savage, um professor universitário, doutor em filosofia, que se reúne com a irmã Wendy Savage (Laura Linney) para cuidar do pai doente Lenny (Philip Bosco). O papel rendeu a ele uma indicação ao Globo de Ouro de melhor ator em 2008. 

https://youtube.com/watch?v=j53YLMko3QE

‘Jogos do Poder’ (2007)

Em Jogos do Poder, o ator interpreta o irônico e excêntrico agente da CIA Gust Avrakotos, que trabalha em parceria com o congressista Charlie Wilson (Tom Hanks) durante uma resistência à ocupação soviética do Afeganistão, no início da década de 1980. Philip Seymour Hoffman foi indicado ao Oscar e ao Globo de Ouro de melhor ator coadjuvante pelo papel. 

‘Dúvida’ (2008)

No filme, Seymour Hoffman faz o papel do padre Brendan Flynn, que é confrontado pela Irmã Aloysius Beauvier (Meryl Streep), diretora da escola católica em que trabalha, devido a relação ambígua que mantém com um estudante. O ator foi indicado ao Oscar e ao Globo de Ouro na categoria de melhor ator coadjuvante pelo filme. 

https://youtube.com/watch?v=SdCNcN-NFXA

‘O Homem Que Mudou o Jogo’ (2011)

Em O Homem que Mudou o Jogo, Philip Seymour Hoffman interpreta Art Howe, gerente do time de baseball Oakland Athletics, que constantemente entra em confronto com o novo empresário do clube Billy Beane (Brad Pitt) por ele utilizar um programa virtual especializado em análises para contratar novos jogadores. 

‘O Mestre’ (2012)

Em O Mestre, o ator interpreta Lancaster Dodd, o desequilibrado líder da seita “A Causa”, que passa a ser seguida pelo veterano da Segunda Guerra Mundial Freddie Quells (Joaquin Phoenix).  O ator foi indicado ao Oscar e ao Globo de Ouro na categoria de melhor ator coadjuvante pelo papel. 

‘Jogos Vorazes: Em Chamas’ (2013)

Em seu último papel no cinema, Philip Seymour Hoffman interpretou Plutarch Heavensbee, um dos idealizadores dos Jogos Vorazes no segundo filme da franquia homônima baseada na obra de Suzanne Collins. Sua participação para os dois filmes finais ficou incompleta, porém, o roteiro será adaptado para que ele seja mantido na história.

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