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Milton Nascimento sobre famosas contra Bolsonaro: ‘Mulheres podem tudo’

Cantor fala sobre força feminina após relançamento de ‘Maria Maria’ em EP de acústicas

Por Raquel Carneiro 25 set 2018, 19h23

Milton Nascimento aproveitou a releitura da canção Maria Maria, lançada no EP acústico A Festa, na sexta-feira, para celebrar a mensagem do hit, que fala sobre a força da mulher. Para isso, ele divulgou um clipe, estrelado pelas personalidades Zezé Motta, Camila Pitanga, Sophie Charlotte, Georgiana Góes, Arianne Botelho, Simone Mazzer e Jéssica Ellen. As atrizes e cantoras dançam, interagem e entregam performances relacionadas ao mundo feminino, como o parto.

O grupo, aliás, é formado por nomes que aderiram recentemente à campanha #EleNão, contra o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), criticado por posicionamentos considerados machistas. Sobre o movimento e as críticas que as celebridades têm sofrido desde o posicionamento político, Nascimento é sucinto: “As mulheres podem tudo”, diz em conversa com VEJA.

O cantor ainda relembra a importância da canção popularizada na voz de Elis Regina no fim dos anos 1970. “Costumo dizer que Maria Maria traduz a força das mulheres. Essa música foi inspirada numa personagem real, a Maria que tinha três filhos e morava na beira da linha de um trem em Minas Gerais. Ela tinha uma força incrível, passava dificuldades imensas… A história dela é muito bonita”, conta sobre a faixa assinada por ele juntamente com Fernando Brant, que conheceu a Maria original. “Essa música possui várias características em comum com o povo brasileiro. Nossa gente tem muita força. É um exemplo na alma de cada um. O povo brasileiro, aliás, dá muito exemplo na forma que a gente deve enfrentar a vida.”

Sobre o clipe, Nascimento garante ter ficado feliz com o resultado. “É de uma sensibilidade que não tem nem como descrever.”

O EP traz outras cinco faixas acústicas. São elas: O Cio da Terra, parceria de Milton com Chico Buarque, lançada no disco Geraes (1976); A Festa, gravada por Maria Rita no disco de mesmo nome, em 2003; Beco do Mota, registrada no LP Milton Nascimento (1969); o poema Cuitelinho, entoado pelo cantor no álbum Milton Nascimento ao Vivo (1983); e Canção da América, do disco Sentinela (1980).

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