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MF Husain, o ‘Picasso da Índia’, morre aos 95 anos

Suas obras eram vendidas por valores milionários, em seu país e no exterior

Por Da Redação 9 jun 2011, 09h03

O controvertido pintor MF Husain, conhecido como o “Picasso da Índia”, morreu nesta quinta-feira em um hospital de Londres aos 95 anos, após cinco de exílio. A imprensa britânica informa que Maqbool Fida Husain, mais conhecido como MF, morreu após vários dias hospitalizado, por diversos problemas de saúde nos últimos meses.

MF Husain era o artista indiano mais popular, e possivelmente o mais polêmico. Suas obras de arte eram vendidas por valores milionários, tanto em seu país de origem quanto no exterior. Suas recriações nuas de deusas hindus fizeram dele um alvo da violência de radicais hindus, que o acusavam de obscenidade, o que levou o artista a deixar a Índia em 2006 e aceitar o passaporte que o Catar lhe ofereceu em 2010.

Com seus marcantes cabelos e barba longa, MF Husain era conhecido também por aparecer descalço nos eventos sociais mais elitizados e por influenciar várias gerações de artistas. Em declarações à rede britânica BBC, a também artista indiana Anjolie Ela Menon destacou que “sua ingente obra é comparável à de Pablo Picasso”.

Estilo – “MF Husain nunca envelheceu. Mantinha sua energia, seu humor e sua incrível capacidade de trabalhar. Era incansável. Frequentemente comentava que nunca tinha tido um quarto para dormir. Era um nômade, um cigano”, ressaltou Anjolie. O crítico S.Kalidas afirmou que o nonagenário artista continuou pintando até duas semanas atrás, uma prova de que levou “uma vida plena”.

“Podia pintar em qualquer parte, nas ruas ou no estúdio. Era colorido, ágil mental e fisicamente. Era um homem que pensava e que pintava rápido. Nunca vi ninguém pintar tão rápido”, declarou. Em 2006, após exilar-se, MF Husain pediu perdão publicamente por seu quadro Bharat Mata (Mãe Índia), que mostra uma mulher nua ajoelhada no chão, formando os contornos do mapa da Índia.

Dois anos depois, a Corte Suprema da Índia rejeitou um pedido de extremistas hindus de abrir um processo penal contra o artista, alegando que seus trabalhos não eram obscenos e que a nudez é algo comum na iconografia e história da Índia.

(Com agência EFE)

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