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Metallica: uma música vale por três dias de Rock in Rio

Grupo de heavy metal americano mostrou harmonia e um setlist variado, com hits e canções antigas, no show que resgatou o estilo que dá nome ao festival

Por Carol Nogueira, da Cidade do Rock 20 set 2013, 03h47

O Rock in Rio finalmente começou. Depois de três primeiros dias meio chochos, o Metallica finalmente deu início à seção roqueira do evento, estilo que dá nome ao festival. O grupo americano de heavy metal, que havia se apresentado na Cidade do Rock em 2011, trouxe um show essencialmente igual ao de dois anos atrás, mas com algumas mudanças no repertório.

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Repertório – A banda iniciou a apresentação com a faixa Hit the Lights, do disco Kill ‘Em All, de 1983. E não demorou muito até a constatação óbvia de que estava fácil trocar os três primeiros dias do evento, que tiveram Beyoncé, Muse e Justin Timberlake, apenas por uma música do Metallica, a consagrada Master of Puppets, a segunda faixa da apresentação, lançada originalmente no disco homônimo, de 1986.

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Apesar das semelhanças com o setlist de 2011, o repertório da apresentação desta quinta foi um pouco melhor. Dessa vez, o show contemplou mais momentos da banda, sem priorizar muito nenhum disco. Ficaram de fora, por exemplo, canções como Fuel, Ride the Lightning e Fade to Black. Em compensação, os hits, como Sad But True, One e Enter Sandman, foram mais bem distribuídos entre o setlist.

Entrosamento – O Metallica é o tipo de grupo que se beneficia muito da experiência. Os mais de trinta anos de estrada da banda e a sintonia entre o vocalista James Hetfield, o baterista Lars Ulrich, o guitarrista Kirk Hammett e o baixista Robert Trujillo, o último parte do grupo há cerca de dez anos, fazem com que os integrantes se mostrem perfeitamente entrosados durante o show. Hammett e Hetfield se completam nas guitarras, e o grupo todo consegue criar um som extremamente harmonioso, apesar de pesado.

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Frontman experiente, Hetfield também é sempre muito simpático com o público, e fez questão de fazer piadas e falar com a plateia, pedindo, inclusive, para que a organização iluminasse a pista para que ele pudesse ver a “família Metallica”. Em resumo, é o tipo de show que a marca Rock in Rio pede. Além disso, os veteranos roqueiros também mostraram que se sentem muito mais em casa na Cidade do Rock do que Beyoncé ou Timberlake. Afinal, um festival grande como este, às vezes, pede uma apresentação menos coreografada e mais, digamos, passional. E, isso, não falta ao Metallica.

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