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Mestre do jazz, Herbie Hancock dá aula do estilo em SP

Ex-integrante de uma das bandas de Miles Davis, o músico americano de 73 anos se apresentou na noite desta quinta-feira na capital paulista

Por Carol Nogueira
23 ago 2013, 01h13

O pianista de jazz Herbie Hancock se apresentou na noite desta quinta-feira no Credicard Hall, em São Paulo. Hancock é um mito. Considerado um pioneiro da vanguarda do jazz e ex-integrante de uma das bandas de Miles Davis (Second Great Quintet), o músico atraiu bastante público ao Credicard Hall, que teve casa cheia. No horário marcado para o show dele começar, no entanto, quem se apresentou foi a cantora Céu, que fez a abertura.

Na teoria, Céu deveria ter sido um bom par para Hancock – ela gravou participação em uma versão da música Tempo de Amor, de Vinícius de Moraes, lançada pelo pianista no disco The Imagine Project, em 2010. No entanto, a cantora não cumpriu muito bem a função que lhe foi dada. Sua voz, estridente, estava mal equalizada e irritava os ouvidos de quem tinha ido ao show para uma noite tranquila de boa música. Mesmo assim, Céu cantou por quase uma hora, deixando o palco cerca de 20 minutos antes do verdadeiro espetáculo da noite começar.

Hancock subiu ao palco às 22h15, com a tradicional introdução dos músicos de sua banda. E logo se sentou à frente de seus instrumentos – um teclado cheio de painéis de efeitos e um piano de cauda, mais tradicional. Ainda no começo do show, ele também sacou uma teclarra, mistura de guitarra com teclado usada por muitos músicos, como Stevie Wonder.

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Vocoder – Como tantos outros músicos de jazz de sua geração, Hancock é mestre em uma arte quase perdida. Alguns minutos no palco, porém, são suficientes para mostrar a sua importância para a história musical. Foi assim, por exemplo, quando o músico anunciou que tocaria a canção Come Running To Me, lançada originalmente no disco Sunlight, de 1978. “Neste disco, eu fui uma das primeiras pessoas no mundo a usar um vocoder (efeito que robotiza a voz). E, hoje em dia, está todo mundo usando. Por isso, parei de usar”, provocou. “Até esta noite”, disse, para o delírio do público.

Se estivesse na plateia, a dupla francesa Daft Punk, que lançou neste ano o álbum Random Access Memories, no qual mescla música eletrônica a soul, ficaria de queixo caído. Uma das qualidades do músico, aliás, é justamente a de soar de muitas maneiras diferentes. Com alguns experimentalismos, efeitos e ajuda da banda de apoio, composta pelo ótimo guitarrista e baixista beninense Lionel Loueke, além do percussionista indiano Zakir Hussain, Hancock passa por uma banda tradicional de jazz, com instrumentos de sopro sendo simulados por ele, pelo funk e chega até sons tribais sem a menor dificuldade. Tudo incorporado ao som, sem destoar.

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